Deixei de assistir a filmes com minha querida irmã há muito tempo. Nada contra a companhia dela, pelo contrário. O problema é que, como todo cineasta, vê filmes com outros olhos. Enquanto eu me entretenho com a trama, ela observa a direção de arte, a continuidade, a técnica da filmagem e muitas outras coisas que nem sei que existe.
No entanto, de certa maneira, já sou influenciado pela visão técnica. É interessante perceber esses detalhes, mas, em certos momentos, atrapalha, já que muda o foco da atenção. Imagine, você está assistindo, sem piscar os olhos, a “O Iluminado” (Stanley Kubrick, com Jack Nicholson) naquela tensão do final, e percebe, pára e volta o filme para ter certeza de que viu um erro de continuidade. Não quebra o clima?
Hoje, quando aparece o vermelho na tela, já fico esperto. Se, um tempo depois, aumentar a quantidade dessa cor, sei que vai rolar algo e já fico preparado para o susto. Dããã. Sei sobre a influência do uso gradativo da cor vermelha.
Outro dia, estava vendo “Sentença de Morte” (James Wan, com Kevin Bacon), filme com a melhor cena de perseguição a pé que já vi. Trata-se de uma gangue de assassinos muito motivada para pegar um homem. A cena toda tem duração de uns 15 minutos. Suspense e muita tensão no ar. Reparei que a câmera corria a poucos centímetros do personagem, com um tremor proposital e vi que havia um longo plano-seqüência (filmagem de uma longa cena sem cortes). Parei o filme, voltei ao início do plano e verifiquei sua duração (2 minutos e 13 segundos). Incrível, mas o clima se foi. Depois do fim do filme, fui ver os extras, coisa que raramente faço, e lá estava o making off da cena. Show de bola! Vale a pena conferir.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
Semana daquelas...
Essa foi uma DESSAS semanas. Uma dessas eu digo porque teve de tudo, foi dia dos namorados, dia de Santo Antônio e sexta feira 13. Bom, isso para quem se liga em calendário. Para essa que vos secreve foi só uma semana muito corrida na qual eu saí na quinta e viajei na sexta. Sim, meus caros, eu comemorei o dia dos namorados em grande estilo e fui a uma festa de Santo Antônio no sábado... comi pão bento, bolo bento, pão de mel bento, ganhei medalinha... ai ai ai. E a noite fiz a primeira de minhas festas de aniversário, quefoi ótima inclusive. Mas vamos deixar de ser tão pessoais e voltar ao post...
Sabe os tais preconceitos? Os pré conceitos? Então, fui ver uma peça para cumprir tabela total até porque o estilo não é o que gosto e não acho muita graça em comédia... mas os convites estavam comigo e uma coisa levou a outra e cai de paraquedas sozinha no teatro. Ninguém a quem eu liguei quis ou podia me acompanhar. E a peça é o máximo. Ri a ponto de chorar, me emocionei, curti. Então cuidado com os preconceitos... e quem tiver interesse vá ver Parem de falar mal da rotina de e com Elisa Lucinda no Teatro Imprensa porque é bom.

sábado, 14 de junho de 2008
Happy Valentine's Day

Essa semana eu vou tomar o papel que comumente é das mulheres e vou comentar a respeito do dia dos namorados, mas de forma diferente. Li uma entrevista onde tudo que eu queria ouvir foi dito, então vou compartilhá-la com vocês e não vou pensar a respeito de direitos autorais...
Entrevista: Flávio Gikovate
Título: Não precisa casar. Sozinho é melhor
Por: Duda Teixeira
Publicado em: VEJA.
Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São Paulo.
Entrevista: Flávio Gikovate
Título: Não precisa casar. Sozinho é melhor
Por: Duda Teixeira
Publicado em: VEJA.
Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São Paulo.
Veja - O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida?
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.
Veja - Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.
Veja - Por que os casamentos acabam não dando certo?
Gikovate - Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá. O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo.
Veja - Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate - Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.
Veja - Por que os casamentos normalmente ocorrem entre egoístas e generosos?
Gikovate - A idéia geral na nossa sociedade é a de que os opostos se atraem. E isso acontece por vários motivos. Na juventude, não gostamos muito do nosso modo de ser e admiramos quem é diferente de nós. Assim, egoístas e generosos acabam se envolvendo. O egoísta, por ser exibicionista, também atrai o generoso, que vê no outro qualidades que ele não possui. Por fim, nossos pais e avós são geralmente uniões desse tipo, e nós acabamos repetindo o erro deles.
Veja - Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os filhos, não é melhor ter pais casados?
Gikovate - Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o mais relevantes deles – o melhor é jogar em dupla. Crianças dão muito trabalho e preocupação. É muito mais fácil, então, quando essa tarefa é compartilhada. Do ponto de vista da criança, o mais provável é que elas se sintam mais amparadas quando crescem segundo os padrões culturais que dominam no seu meio-ambiente. Se elas são criadas pelo padrasto, vivem com os filhos de outros casamentos da mãe, mas estudam em uma escola de valores fortemente conservadores e religiosos, poderão sentir algum mal-estar. Do ponto de vista emocional, não creio que se possa fazer um julgamento definitivo sobre as vantagens da família tradicional sobre as constituídas por casais gays ou por um pai ou mãe solteiros. Estamos em um processo de transição no qual ainda não estão constituídos novos valores morais. É sempre bom esperar um pouco para não fazer avaliações precipitadas.
Veja - Que conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida amorosa?
Gikovate - É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial, tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas etapas que provocam sofrimento.
Veja - As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?
Gikovate - As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser bons profissionais, fazer grandes viagens. Essa diferença abismal acontece por razões derivadas da tradição cultural. No passado, o casamento era do máximo interesse das mulheres porque só assim poderiam ter uma vida sexual socialmente aceitável. Poderiam ter filhos e um homem que as protegeria e pagaria as contas. Os homens, por sua vez, entendiam apenas que algum dia eles seriam obrigados a fazer isso. Nos dias que correm, as razões que levavam mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas, elas ganharão mais que eles. Resta acompanhar o que irá acontecer com as mulheres, agora livres sexualmente, nem sempre tão interessadas em ter filhos e independentes economicamente.
Veja - Como será o amor do futuro?
Gikovate - Os relacionamentos que não respeitam a individualidade estão condenados a desaparecer. Isso de certa forma já ocorre naturalmente. No Brasil, o número de divórcios já é maior que o de casamentos no ano. Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações. Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer problema nisso.
Veja - Quando duas pessoas decidem morar juntas, a individualidade não sofre um abalo?
Gikovate - Não necessariamente elas precisarão morar juntas. Em um dos meus programas de rádio, um casal me perguntou se estavam sendo ousados demais em se casar e continuarem morando separados. Isso está ficando cada dia mais comum. Há outros tantos casais que moram juntos, mas em quartos separados. Se o objetivo é preservar a individualidade, não há razão para vergonha. O interessante é a qualidade do vínculo que existirá entre duas pessoas. No primeiro mundo, esse comportamento já é normal. Muitos casais moram até em cidades diferentes.
Veja - É possível ser fiel morando em casas ou cidades diferentes?
Gikovate - A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo difícil de explicar, mas que acontece.
Veja - Com o fim do amor romântico, como fica o sexo?
Gikovate - Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade. Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão a se abster desse tipo de prática.
Veja - As desilusões com o primeiro casamento têm ajudado as pessoas a tomar as decisões corretas?
Gikovate - No início da epidemia de divórcios brasileira, na década de 70, as pessoas se separavam e atribuíam o desastre da união a problemas genéricos. Alguns diziam que o amor acabou. Outros, o parceiro era muito chato. Não se davam conta de que as questões eram mais complexas. Então, acabavam se unindo à outras pessoas muito parecidas com as que tinham acabado de descartar. Hoje, os indivíduos estão mais críticos. Aceitam ficar mais tempo sozinhos e fazem autocríticas mais consistentes. Por causa disso, conseguem evoluir emocionalmente e percebem que terão que mudar radicalmente os critérios de escolha do parceiro. Se antes queriam alguém diferente, hoje a tendência é buscarem uma pessoa com afinidades.
Veja - O senhor já escreveu colunas para jornais, revistas, atuou na televisão e agora tem um programa na rádio. O senhor se considera um marqueteiro?
Gikovate - Sempre gostei de trabalhar com os meios de comunicação. Psicologia não é assunto para especialistas, mas de todo mundo. Faço essas coisas também porque é uma forma de entrar em contato com um público diferente do que eu encontro normalmente. Na rádio, respondo perguntas de gente tacanha, que jamais teriam condição de pagar uma consulta. Estão em um outro patamar financeiro. Mas o que dizem, é ouro puro. As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir. Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas. Não estava nem aí. Quando eu me interesso por alguma coisa, eu vou. No mais, se eu fosse um simples marqueteiro, não teria durado 41 anos.
Veja - Apesar de todo esse tempo de clínica, o senhor atuou sozinho, longe das universidades. Por quê?
Gikovate - O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias. Muitos fingem que eu não existo. Diziam à pequena que eu era um cara muito pragmático, que levava em conta muito os resultados, o que é verdade. Os que mais gostam do que eu faço não são da minha área. São os filósofos, como o Renato Janine Ribeiro e a Olgária Matos. De minha parte, eu sempre fugi dos rótulos. Não me inscrevi membro da Sociedade de Psicanálise. Não sou membro de qualquer sociedade dogmática. Não sou sócio de nenhum clube. Sou uma pessoa de mente aberta. Nunca quis discípulos. Os meus discípulos, se um dia existirem, pensarão por conta própria. Se tiverem um monte de opiniões diferentes das minhas, seria ótimo.
PS - tive um problema com a conexão e só consegui postar depois da meia-noite...Desculpem-me.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
odeio futebol!
vibrei muito hoje durante o jogo da seleção de basquete feminina, mas as meninas perderam o jogo.
domingo tem balada.
eu escrevi um texto enorme para o post de hoje, mas deu algum erro e ele sumiu... fiquei com preguiça de escrever novamente.
para variar, estou novamente atrasado.
por incrível que pareça, estou sem tempo de ler os textos dos meus amigos...
há vários e-mails na minha caixa de mensagem para eu responder.
vou ao teatro logo mais... e vou reencontrar uma grande amiga!
talvez passe a madrugada no cinema...
amanhã e domingo vou ver os jogos da seleção de vôlei masculina.... praticamente da quadra!
vou dar risada com clowns amanhã! e vou também ver um espetáculo infantil... com orquestra e tudo mais!
o último CD do Simoninha é bacana!
se for ao Terça Insana, você vai dar muita risada... ah, e eu quero ser amigo do Marco Luque!
Pânico só vale pelo quadro Meda... CQC está bem melhor! Dá-lhe Rafinha Bastos e o quadro Proteste Já!
quero ir ao cinema.... segunda e quarta! Quero ver o doc. "Joy Division"...
preciso aprender tudo sobre moda... irei cobrir o SPFW! Jana, me ajudaaaaaaaaaa!
quero ir às festas exclusivas do povo da moda... será que irei descolar convites?
na segunda, verei a estupenda (para não dizer "gostosa") Joss Stone ao vivo e a cores!
li frases bizarras nesta semana de políticos... em breve, se encontrá-las, vou colocá-las aqui em nosso blog...
Vou à Flip... a nossa escritora Camilla Tebet vai também?
vibrei muito hoje durante o jogo da seleção de basquete feminina, mas as meninas perderam o jogo.
domingo tem balada.
eu escrevi um texto enorme para o post de hoje, mas deu algum erro e ele sumiu... fiquei com preguiça de escrever novamente.
para variar, estou novamente atrasado.
por incrível que pareça, estou sem tempo de ler os textos dos meus amigos...
há vários e-mails na minha caixa de mensagem para eu responder.
vou ao teatro logo mais... e vou reencontrar uma grande amiga!
talvez passe a madrugada no cinema...
amanhã e domingo vou ver os jogos da seleção de vôlei masculina.... praticamente da quadra!
vou dar risada com clowns amanhã! e vou também ver um espetáculo infantil... com orquestra e tudo mais!
o último CD do Simoninha é bacana!
se for ao Terça Insana, você vai dar muita risada... ah, e eu quero ser amigo do Marco Luque!
Pânico só vale pelo quadro Meda... CQC está bem melhor! Dá-lhe Rafinha Bastos e o quadro Proteste Já!
quero ir ao cinema.... segunda e quarta! Quero ver o doc. "Joy Division"...
preciso aprender tudo sobre moda... irei cobrir o SPFW! Jana, me ajudaaaaaaaaaa!
quero ir às festas exclusivas do povo da moda... será que irei descolar convites?
na segunda, verei a estupenda (para não dizer "gostosa") Joss Stone ao vivo e a cores!
li frases bizarras nesta semana de políticos... em breve, se encontrá-las, vou colocá-las aqui em nosso blog...
Vou à Flip... a nossa escritora Camilla Tebet vai também?
quinta-feira, 12 de junho de 2008
falta
ele acordou, nem era tão cedo.
banho, escovar dente, calça, camiseta, tênis.
na hora do café, viu: não tinha amor.
puta que pariu.
foi até o supermercado. tinha acabado.
na venda do seu wanderley, também.
no posto 24 horas, também.
bateu na porta da vizinha, ela também não tinha.
de repente, estava em todos os canais de tv.
as rádios anunciavam.
a internet narrava como se fosse jogo do brasil.
amor em falta.
as pessoas, enfurecidas, invadiam armazéns.
saqueavam culpa, dor, inveja, tudo o que viam pela frente.
tiros. gritos. explosões.
um iraque. uma guerra. exército nas ruas.
em pouco tempo, muitos já eram zumbis.
olhos fundos, andar torto, mortos a vagar.
cena de filme do george homero.
na sala, começou a se desesperar.
procurou em gavetas, sacolas, dentro de malas.
nada.
saiu de casa. precisava de amor. tinha que arriscar.
pegou o carro. quinta marcha. cinco atropelados.
highway.
rumou pela cidade seguinte. e pela seguinte. e por várias outras.
nada. nem pó de amor.
rodou dias. trocou de carros. não trocava nem de roupa.
de repente, em uma cidadezinha, encontrou.
mãe, filha, marido.
sentia o cheiro de longe. até salivava a boca.
era amor.
saltou ligeiro do carro.
derrubou o marido. espancou a mulher.
ficou frente a frente com a criança.
e caiu, morto.
um tiro na cabeça. limpo. treinamento de exército.
quando viraram o corpo, viram um sorriso.
nem sinal do amor.
mas também não havia dor.
nunca mais.
banho, escovar dente, calça, camiseta, tênis.
na hora do café, viu: não tinha amor.
puta que pariu.
foi até o supermercado. tinha acabado.
na venda do seu wanderley, também.
no posto 24 horas, também.
bateu na porta da vizinha, ela também não tinha.
de repente, estava em todos os canais de tv.
as rádios anunciavam.
a internet narrava como se fosse jogo do brasil.
amor em falta.
as pessoas, enfurecidas, invadiam armazéns.
saqueavam culpa, dor, inveja, tudo o que viam pela frente.
tiros. gritos. explosões.
um iraque. uma guerra. exército nas ruas.
em pouco tempo, muitos já eram zumbis.
olhos fundos, andar torto, mortos a vagar.
cena de filme do george homero.
na sala, começou a se desesperar.
procurou em gavetas, sacolas, dentro de malas.
nada.
saiu de casa. precisava de amor. tinha que arriscar.
pegou o carro. quinta marcha. cinco atropelados.
highway.
rumou pela cidade seguinte. e pela seguinte. e por várias outras.
nada. nem pó de amor.
rodou dias. trocou de carros. não trocava nem de roupa.
de repente, em uma cidadezinha, encontrou.
mãe, filha, marido.
sentia o cheiro de longe. até salivava a boca.
era amor.
saltou ligeiro do carro.
derrubou o marido. espancou a mulher.
ficou frente a frente com a criança.
e caiu, morto.
um tiro na cabeça. limpo. treinamento de exército.
quando viraram o corpo, viram um sorriso.
nem sinal do amor.
mas também não havia dor.
nunca mais.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
ME, A MASS
Fui ao médico e perguntei:- Doutor, o que será que eu tenho?
Depois de me examinar e fazer alguns testes, ele, com cara de branco, me disse:
- Nada.
- Mas como assim? Por que sinto tudo isso que contei ao senhor então?
-Não sei. Deve ser coisa da sua cabeça.
É tudo na minha cabeça, isso é lógico. Não preciso pagar consulta pra ouvir isso. Virei pra ele e disse:
- Tô sabendo!
E sai daquele consultório para nunca mais voltar. Droga de médico. Médico de droga.
Na saída pensei em ir para outro consultório, talvez para um médico de cabeça. Desisti assim que vi o sol que estava fazendo. Fui para casa, coloquei um biquíni, enchi uma bolsa de livros, revistas, protetor solar, cigarro e um troco. Fui para o clube. É! Algumas pessoas ainda vão a clubes.
Estava vazio. Dia de semana à tarde= clube vazio. Só eu e minha vida de quem escolhe para parar na piscina uma hora dessas.
Dei um mergulho, vi meu cabelo se espalhar pela água. Mergulhei a piscina toda, como criança feliz em sair pra nada. Deitei ao sol, feito gente grande, passei uma tonelada de protetor solar e pensei em passar a tarde ali.
Sabe, eu não usava protetor solar antes. Tenho 34 anos e nunca usei. Nunca bebi pouco. Sempre fumei muito. Nunca dei muita bola pra moda. Sempre me vesti o suficiente pra sair á rua. Sempre dormir tarde e acordei cedo. Sempre fiz dívidas. Sempre amei amores errados. Nunca me preocupei com o amanha. Sempre gastei todo dinheiro que ganhei. Nunca quis ter registro em carteira. Sempre odiei horários. Nunca cumpri regras. Sempre fugi de formulários. Não declaro imposto de renda. Não renovo carteira de motorista. Único documento que me preocupa é meu passaporte.
Minha casa é legal, mas bagunçada. Cozinho bem, mas faço muita sujeira. Pra mim não existe boa comida cara. Meus amigos são de todas as tribos. Não gosto do mesmo. Sempre mudo de endereço. De cor, de carro, de decoração. Só não mudo de cara porque não dá.
Ando usando esmalte roxo e batom rosa. Outro dia até uma bota rosa eu comprei. Eu, que nunca gostei de rosa. Ando lendo poesia, coisa que nunca fiz por pura burrice. Ando aceitando conselhos. Ando andando. Converso com meu cachorro e faço carinho nas plantas.
Buzino no trânsito, bato na porta do elevador se vejo que está parado em algum andar. Não respondo e mails todos os dias. Não leio bulas e não digo mais como me sinto a qualquer um.
Parei de comer pizza, nunca gostei, mas comia por ser popular. Sabem que não gosto de pipoca? Verdade. Às vezes até digo que comi, mas não é verdade. Antes eu não gostava de feijão, hoje adoro, de todas as espécies. Eu amava strogonoff, hoje não posso nem ver. Não gostava de mostarda, hoje compro um monte e ponho até na salada.
Fui à uma festa junina outro dia e tomei quentão, que sempre detestei até o cheiro. Comi cachorro quente também, que odiava. Algodão doce e churros. Voltei pra casa rolando de tão cheia. Mas sem culpa. Antes eu me culpava muito, hoje não culpo ninguém. È tudo obra do universo. Deixo-o agir.
O médico deve ter razão. Tudo coisa da minha cabeça.
Photo: Silver_Renagade - deviantart
terça-feira, 10 de junho de 2008
Plutão

Caronte e Plutão dois personagens da mitologia grega ressuscitaram nas discussões dos astrônomos nos últimos tempos. O primeiro era o condutor de um barco cujo trajeto pelo rio Styx ia dar no submundo do senhor dos infernos. A parceria continua. Caronte é o satélite do planeta Plutão. Para ser exata do ex-planeta rebaixado à condição de anão. Plutão é o regente de Escorpião, signo do presidente da república.
Uma pesquisa histórica e eis-me conhecedora de alguns segredos da astrologia. Ela se desenvolveu na Mesopotâmia, terra da escrita coneiforme, aquela dos caracteres em forma de cunha. Com uma região composta de grandes planícies, a observação do céu era fácil, por isso a Astronomia e sua extensão, a astrologia tornou-se a principal ciência desse povo. Nesse ramo, o conhecimento dos sacerdotes era notável. Entretanto, a matemática, a medicina e o direito também não ficavam atrás, imaginem o Código de Hamurabi e sua máxima olho por olho e dente por dente. Bons tempos! De seus templos, umas torres altas, que serviam também como celeiro de alimentos e observatório astronômico a classe sacerdotal exercia o poder. Nessa época, a ciência não existia como hoje, e a religião absorvia a função de ampliar a sabedoria dos povos. Essas torres ou zigurates possuíam sete andares, a soma dos cinco planetas vistos a olho nu mais o sol e a lua, os luminares. Em cada andar predominava a cor correspondente ao corpo celeste, por exemplo: Saturno/negro, Marte/vermelho, Mercúrio/azul etc. Como atualmente conhecemos oito e alguns anões, a humanidade não avançou tanto assim. Mas, voltando à astrologia, o mapa astral mais antigo é de Sargão I datado de 2.350 a.C. Terá o astrólogo dito a verdade a ele? Foi desbancado pouco depois.
A exclusão de Plutão não deve alterar seu simbolismo em mapas astrológicos, pois sua influência é para a vida toda, quer ele seja planeta ou não. Será esse novo anão companheiro daqueles anões do Congresso? Não sei. Só sei que o presidente tem Plutão na casa cinco. De acordo com os entendidos existe uma grande probabilidade de o presidente sofrer um grande terremoto nas suas contas bancárias. Não vai sobrar nada e ainda pode ter uma doença crônica agravada. Será que vai cair mais um dedo? Credo, tudo isso por causa do tal Plutão, uma simples bola de gelo em forma de asteróide? Não é uma previsão, eu não entendo nada disso, só fiz uma consulta.
Porém, o senhor Lulla da Silva não precisa se preocupar, afinal um ex-planetinha só não faz verão... ou faz? Olha aí a operação Xeque-Mate, sem falar na Navalha, no Renan, no compadre e no Vavá, quem diria... fez tráfico de influência, afirmaram os jornais. Mas, o Senado, a Câmara dos Deputados e as nossas frouxas leis não permitirão que eles sejam atingidos pela fúria de Caronte e Plutão, essa dupla implacável. Uma pena, quem dera o Código de Hamurabi ainda estivesse em vigor!
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