Tentou lembrar da alegria sentida tão intensamente até um tempo atrás, balançando tímida os quadris pesados.
Sem olhar para os lados, que o olhar dos outros a deixava envergonhada, levantou os braços mostrando suas axilas claríssimas (usava um novo produto anunciado na TV, que as torna maravilhosas e dignas de serem admiradas) e lembrou das artistas que tiram o “gordo” com uma plástica de rápida recuperação (ficam fundas e sedutoras e pode-se pagar em dez parcelas)... mostrou seu gordo axilar tentando entrar no ritmo.
Improvisara uma fantasia. Ao espelho aprovara a escolha, mas agora parecia um pouco brega. Ainda bem que a máscara, home-made, cobria um pouco do rosto. Alguém a reconheceria?
Só se fosse pela sandália desconfortável com a plataforma enorme, meio fora de moda e usada todos os anos para cair na folia...
A sensação de estar artificial não a abandonava. Que alegria é essa que não sinto? Será que sou só eu, ou todo mundo está fazendo tipo? Se ao menos tivesse vindo com um bloco! Em bando tudo fica mais fácil, cria-se a ética do grupo.
Droga! Se vim, vou aproveitar.
Abriu um sorriso sedutor, ajeitando provocadoramente a máscara e segurando entre os dedos a piteira, muleta usada para circular pelo salão.
“É com esse que eu vou sambar até cair no chão,/
é com esse que eu vou desabafar na multidão/
Se ninguém se animar eu vou quebrar meu
tamborim/ mas se a turma gostar vai ser pra mim”.
Ainda bem que tocavam músicas antigas. Se além de tudo fosse obrigada a ouvir que o “Bruce tava magoado porque Bruce tinha paixão...”, arrancaria a máscara e fugiria, negando o sangue brasileiro nas veias, cortando os pulsos se preciso fosse, mas gritaria bem alto:
– Carnaval? Tô fora!
Bem melhor ler poesia na rede da fazenda.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Do sol
Essa foi uma semana difícil! De montanha russa emocional no trabalho... na terça saí de lá me achando a Mulher Maravilha, na quarta um lixo, ma quinta briguei e na sexta tive uma reunião ótima e cheia de risadas... montanha russa total. E nada disso me abalou. Estou vivendo um momento ótimo. De verdade, feliz comigo mesma, com meu trabalho, o rumo que minha vida está tomando... apaixonada pela vida e o que pode ser melhor do que isso? Bom, juro que isso não é fusquinha, é felicidade. Acordei nesse domingo lindo de sol me sentindo ensolarada... e consumista. Estou vivendo dias de mudança.
E mudando de assunto, minha gente desse blog, por onde andam vocês? Estou com saudade. Até a Rosa Bertoldi que nunca havia não publicado ficou muda ontem.
E agora eu vou nessa porque o sol lá fora está me chamando de volta.
sábado, 9 de janeiro de 2010
DELACROIX ESCAPA DAS CHAMAS
É o titulo de um livro que ganhei de um amigo. Para escrever esse post pensei em usar um outro: “a influência do surrealismo na islamização da França”, porém podia parecer racismo. O texto é de um jovem autor Edson Aran. O personagem principal é um critico de arte, Kruppa. A história acontece na São Paulo do século XXI, quando os mulçumanos estão dominando o mundo, através do califado de Paris. Suas tiradas são hilárias e racistas, a maior parte do tempo. Politicamente incorreto Kruppa é um critico de arte que tem um programa na televisão e se vê as voltas com a venda de dois quadros famosos, um deles A liberdade guiando o povo. Não vou contar só aguçar a curiosidade de vocês. Ele só toma vinho lituano e só transa com cyber-puta. É do vinho que quero falar, pois de acordo com Kruppa o da Ucrânia é um vinagre. Pensei em críticos de arte em geral e suas manias. Eu, por exemplo, só tomo vinho croata. Fala sério, diria o Jair.
Isso mesmo vinho made in Croácia. Frajona. Se vocês duvidam vou descrever o rotulo com uma cabra e os seguintes caracteres: kvalitetno vino malvazija – bijelo suho vino – kontrolirano – podrijetlo – Istra -12,1%. Entenderam? Nem eu. Mas que é bom, isso ele é. Amargo e branco, pois de doce e colorida já basta a vida. Gelado, por favor.
Fico imaginando que a árida terra da Croácia só podia dar bom vinho, dizem os entendimentos que quanto pior a terra, melhor o vinho. Vai ver é por isso que no Brasil não tem um vinho bom, só chapinha, sangue de boi ou então lituano...juro que não é preconceito. Vinho e críticos de arte...
Tem gente duvidando que eu seja crítica de arte, afinal a cidade já tem sua celebridade e ela é reverenciada e classificada como curadora. Mas, como eu expliquei certa vez, nós nos conhecemos desde sempre, ou pelo menos desde os tempos da Escola de Belas Artes. Alguma coisa eu tinha que aprender com ela, não é? Como não tenho vocação para curandeira, fiquei crítica, para alegria da Karin, que me odeia, não é? Pelo menos as mensagens que ela enviou-me certa vez deixaram esse sentimento nas entrelinhas.
Mas, voltando ao assunto Edson Aran é um autor diferente de tudo que eu havia lido. De acordo com Ivan Lessa “ninguém que trabalha com um personagem chamado Wagner Kruppa pode deixar de ser levado a sério. Muito a sério. Que é a melhor maneira de rir.” Como me identifiquei com Kruppa (mesmo não transando com cybers....) não parei de rir desde que comecei a ler o livro.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
As boas vindas
sábado, 2 de janeiro de 2010
ETERNO RETORNO
Ontem pela manhã recebi telefonema de uma amiga. Ela comentou alguns fatos que me levaram a pensar naquilo que as religiões costumam chamar de “castigo divino”.
Pensei em Nietzsche e sua teoria do eterno retorno, nas religiões mais antigas. Lembrei-me de outra pessoa avisando: não jogue um balde cheio de água na parede com muita força, você pode ficar molhada. Traduzindo cuidado com suas ações, pois aqui se faz aqui se paga. Filosofia barata, hein? O bonito nas teorias cosmológicas é que, elas são ciências em estado bruto. Os antigos egípcios, assim como Nietzsche falavam em eterno retorno... do disco solar, das cheias do Nilo, das estações do ano, para eles tudo era cíclico. Aqui vale a pena tentar entender o que o filósofo dizia com eterno retorno. Enquanto o cristianismo opõe o tempo à eternidade, Nietzsche proclamou a eternidade do próprio tempo. Então, para ele que proclamava a morte de Deus tudo acontecia aqui e agora. A total negação de Deus.
Porém, tudo essa história é para contar um fato para vocês. A minha amiga trabalha em um local onde sempre foi muito perseguida. Eu conhecia o chefe dela e sempre dizia-lhe: cuidado que tudo que vai, volta. E ele sorria com aquela cara de retardado mental que o diabo, ou seja, lá quem foi lhe deu. Um dia eu perguntei-lhe se não tinha medo de uma inversão de posição na situação. Você pensou que algumas das pessoas perseguidas podem acabar no seu lugar? Qual seria sua posição? E o sorriso continuava...
Pois bem, aconteceu aquilo que o povo classifica como castigo divino e eu como a lei do eterno retorno. Não como o filósofo pensou, mas como acredita o povo, que é a voz de Deus, naquele sistema de aqui se faz, aqui se paga. Como diria Sartre: “o inferno são os outros.” Antes o inferno era ele e o cargo de confiança que usava para prejudicar colegas, agora aquele que infernizava a vida os outros vai ser o infernizado. Ah, a lei do eterno retorno!
Pensei em Nietzsche e sua teoria do eterno retorno, nas religiões mais antigas. Lembrei-me de outra pessoa avisando: não jogue um balde cheio de água na parede com muita força, você pode ficar molhada. Traduzindo cuidado com suas ações, pois aqui se faz aqui se paga. Filosofia barata, hein? O bonito nas teorias cosmológicas é que, elas são ciências em estado bruto. Os antigos egípcios, assim como Nietzsche falavam em eterno retorno... do disco solar, das cheias do Nilo, das estações do ano, para eles tudo era cíclico. Aqui vale a pena tentar entender o que o filósofo dizia com eterno retorno. Enquanto o cristianismo opõe o tempo à eternidade, Nietzsche proclamou a eternidade do próprio tempo. Então, para ele que proclamava a morte de Deus tudo acontecia aqui e agora. A total negação de Deus.
Porém, tudo essa história é para contar um fato para vocês. A minha amiga trabalha em um local onde sempre foi muito perseguida. Eu conhecia o chefe dela e sempre dizia-lhe: cuidado que tudo que vai, volta. E ele sorria com aquela cara de retardado mental que o diabo, ou seja, lá quem foi lhe deu. Um dia eu perguntei-lhe se não tinha medo de uma inversão de posição na situação. Você pensou que algumas das pessoas perseguidas podem acabar no seu lugar? Qual seria sua posição? E o sorriso continuava...
Pois bem, aconteceu aquilo que o povo classifica como castigo divino e eu como a lei do eterno retorno. Não como o filósofo pensou, mas como acredita o povo, que é a voz de Deus, naquele sistema de aqui se faz, aqui se paga. Como diria Sartre: “o inferno são os outros.” Antes o inferno era ele e o cargo de confiança que usava para prejudicar colegas, agora aquele que infernizava a vida os outros vai ser o infernizado. Ah, a lei do eterno retorno!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
2010
525,600 minutes, 525,000 moments so dear. 525,600 minutes - how do you measure,
measure a year? In daylights, in sunsets, in midnights, in cups of coffee. In
inches, in miles, in laughter, in strife. In 525,600 minutes - how do you
measure a year in the life?
How about love? How about love? How about love? Measure in love. Seasons of
love.
525,600 minutes! 525,000 journeys to plan. 525,600 minutes - how can you measure
the life of a woman or man?
In truths that she learned, or in times that he cried. In bridges he burned, or
the way that she died.
It’s time now to sing out, tho the story never ends let's celebrate remember a year in the life of friends. Remember
the love! Remember the love! Remember
the love! Measure in love. Seasons of love! Seasons of love.
measure a year? In daylights, in sunsets, in midnights, in cups of coffee. In
inches, in miles, in laughter, in strife. In 525,600 minutes - how do you
measure a year in the life?
How about love? How about love? How about love? Measure in love. Seasons of
love.
525,600 minutes! 525,000 journeys to plan. 525,600 minutes - how can you measure
the life of a woman or man?
In truths that she learned, or in times that he cried. In bridges he burned, or
the way that she died.
It’s time now to sing out, tho the story never ends let's celebrate remember a year in the life of friends. Remember
the love! Remember the love! Remember
the love! Measure in love. Seasons of love! Seasons of love.
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