O sombra ou minha sombra não arreda o pé, onde eu vou ele vai. O tal gato é um porre. Minha paciência está se esgotando e parece que o tempo não passa. Não veio passar o Natal? Como estava por aqui passou o ano novo e o dia de reis. Desconfio que, ele pretende ficar até o carnaval. Tomara que vire tamborim! Tudo continua igual: é Fabrício pra cá, Fabrício pra lá. Isso é nome de gato? No começo eu cogitei até de dar bola para ele, mas o cara é um grude, não dá e eu sou muita areia para o caminhãozinho dele. Sou bonita, ele é feio. Sou charmosa, ele é desengonçado, sou simpática (será!) ele é chato, um carapato que agarrou em mim e não me larga. Ah, saudades dos bons tempos em que eu era o xodó da casa. Ninguém liga mais para mim, quase invisível... é assim que me sinto. Qualquer hora pisam no meu lindo rabinho, vou miar bem alto e não vão nem pedir desculpas, estão todos atrás do tal gato cinza. E a filha aleijada da minha dona foi e voltou e nada de desocupar o beco, digo o quarto.
Entrei sorrateiramente lá e fiz xixi na conta de telefone dela, e nem assim ela desconfiou que isso é um aviso: hora de ir embora. Ela tem um negócio quadradinho parecido com um notebook, que ela chama de meu Macintosh. Tem também um aparelho moderninho IPhone desenhado por um tal de Job, estão dizendo que vale ouro, pois o cara morreu. Se ela não for embora logo vou repetir a dose, só que agora nas tais maquinas... Acho que minha mãe vai me dar uma surra, coisa que nunca aconteceu antes. Mas, por que ela não leva o pestinha para a casa dele. Ouvi uma conversa que ela tem de organizar um festival e vai deixar a ferinha aqui. Disse: coitadinho, não quero que ele fique 24 horas por dia sozinho. E eu com isso? Ele não mora em baixo da ponte, mora num apartamento numa tal de vila cheia de bares e com um grupo de carnaval chamado Pérola Negra. Será que eles moram num “barracão no morro” e eu não sabia? Vila Madalena... Vai ver é perto de Jerusalém. Não falam que essa tal de Madalena era a mulher de Jesus. Credo, o negócio está ficando cada vez pior, como fui chegar aqui? E como eu sei disso tudo? Li o Dan Brown, enquanto eles estão distraídos com um tal de Millenium. Será alguma coisa relacionada com o fim do milênio? Não pode ser. O ano novo é 2012. Enlouqueci. Vou parar. Se eles lerem vão me colocar no hospício com a desculpa da Madalena e do millenium. Vou procurar toda a água que encontrar e me preparar para o ataque, me aguardem, estou furiosa!
Mimi Yoda, a gatinha que veio do espaço sideral.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Cora Coralina
Rebeldes à contenção lírica ou a quaisquer outras constrições, os poemas de Cora Coralina são frequentemente lírico-narrativos e alguns de seus melhores poemas chegam a cobrir dez ou mais páginas.
Em “O Prato Azul-Pombinho”, descreve por onze páginas as preocupações da bisavó com um aparelho de 92 peças que acabaram quebrados, sumidos, talvez roubados e que traziam prebendas de um tal Confúcio e baladas de um vate chamado Hipeng.
Dos 92 pratos ficou um.
Era um prato original, muito grande, fora de tamanho, um tanto oval... prato de centro, de antigas mesas senhoriais de família numerosa. De fastos decasamento e dias de batizado.... prato de bom-bocado e de mães-bentas, de fios de ovos, de receita dobrada de grandes pudins, recendendo a cravo, nadando em calda.
Fui me deliciando por sua descrição dos desenhos, das miniaturas delicadas, do tom azul forte, do fundo claro, do meio-relevo, dos galhos de árvores e das flores, do templo com lanternas, do quiosque rendilhado, do braço de mar, do pagode e do palácio chinês, da ponte, do barco coberto de seda e dos pombinhos voando. Ninguém senão Cora Coralina conseguiria escrever onze páginas sobre um prato. Não balelas, uma descrição fina, retrato sociológico de um tempo, narradora de sentimentos, emoções, paixões, fatos. Pura maravilha! O prato que levou bolo para a vizinha, e voltou cheio de muito-obrigados... que era centro das mesas de aniversário acomodando empadas ou bem-casados, o prato guardado no armário sólido, alto e bem fechado, como num relicário.
Um dia, por azar,
sem se saber, sem se esperar,
artes do salta-caminho,
partes do capeta,
fora de seu lugar, apareceu quebrado,
feito em pedaços
o prato azu- pombinho
.......................
Um torvelinho...
Que alegria ocupar a cadeira Cora Coralina na Academia Bauruense de Letras!
Imagino-me sentada, a ouvir Cora contar dos goiases, dos corais e coralinas, exaltando a natureza e os seres humanos, vendo encanto em pequenos/ humildes objetos, Ode às Muletas, enamorada pela natureza como no Poema do Milho.
Pela didática de Mestra Silvina, Cora Coralina aprende e chega à publicação de seus poemas. Como a própria Cora diz: “Foi pela didática paciente da velha mestra que a menina boba da casa, obtusa, do banco das mais atrasadas se desencantou em Cora Coralina, mulher que soube ler a vida dando-lhe conotações próprias.
Grande abraço e até a semana que vem.
Em “O Prato Azul-Pombinho”, descreve por onze páginas as preocupações da bisavó com um aparelho de 92 peças que acabaram quebrados, sumidos, talvez roubados e que traziam prebendas de um tal Confúcio e baladas de um vate chamado Hipeng.
Dos 92 pratos ficou um.
Era um prato original, muito grande, fora de tamanho, um tanto oval... prato de centro, de antigas mesas senhoriais de família numerosa. De fastos decasamento e dias de batizado.... prato de bom-bocado e de mães-bentas, de fios de ovos, de receita dobrada de grandes pudins, recendendo a cravo, nadando em calda.
Fui me deliciando por sua descrição dos desenhos, das miniaturas delicadas, do tom azul forte, do fundo claro, do meio-relevo, dos galhos de árvores e das flores, do templo com lanternas, do quiosque rendilhado, do braço de mar, do pagode e do palácio chinês, da ponte, do barco coberto de seda e dos pombinhos voando. Ninguém senão Cora Coralina conseguiria escrever onze páginas sobre um prato. Não balelas, uma descrição fina, retrato sociológico de um tempo, narradora de sentimentos, emoções, paixões, fatos. Pura maravilha! O prato que levou bolo para a vizinha, e voltou cheio de muito-obrigados... que era centro das mesas de aniversário acomodando empadas ou bem-casados, o prato guardado no armário sólido, alto e bem fechado, como num relicário.
Um dia, por azar,
sem se saber, sem se esperar,
artes do salta-caminho,
partes do capeta,
fora de seu lugar, apareceu quebrado,
feito em pedaços
o prato azu- pombinho
.......................
Um torvelinho...
Que alegria ocupar a cadeira Cora Coralina na Academia Bauruense de Letras!
Imagino-me sentada, a ouvir Cora contar dos goiases, dos corais e coralinas, exaltando a natureza e os seres humanos, vendo encanto em pequenos/ humildes objetos, Ode às Muletas, enamorada pela natureza como no Poema do Milho.
Pela didática de Mestra Silvina, Cora Coralina aprende e chega à publicação de seus poemas. Como a própria Cora diz: “Foi pela didática paciente da velha mestra que a menina boba da casa, obtusa, do banco das mais atrasadas se desencantou em Cora Coralina, mulher que soube ler a vida dando-lhe conotações próprias.
Grande abraço e até a semana que vem.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Por email
Fala ae galerinha, tudo bom?
Espero que sim...
antes de qualquer coisa, feliz 2012 para todos vocês. Que este ano seja de muita cultura e muitos (re)encontros para todos nós... Dito isso, vamos ao que interessa, pois, embora a capital paulista esteja um tanto quanto vazia (para alívio de quem precisa cruzar a cidade, seja de carro ou de ônibus, todos os dias), tem muita coisa bacana acontecendo.... para alívio daqueles que não estão em férias, curtindo dias de folga na praia...
no cinema, por exemplo, começou a temporada de filmes com grandes chances de concorrerem ao cobiçado prêmio do Oscar. Entre eles, o novo de Steven Spielberg, "Cavalo de Guerra" - em duas semanas, estreia outro longa do diretor de "Jurassic Park", o aguardado "As Aventuras de Tim Tim". Para quem não é muito chegado ao Oscar, há outras boas opções em cartaz, como "Uma Aventura Incrível", "Um Sonho de Amor", "Triângulo Amoroso" e "O Céu sobre os Ombros". Além disso, está rolando, no CCBB, uma mostra bem bacana com documentários sobre música. Há desde filmes sobre Simonal até sobre o movimento punk paulista. Vale dar uma conferida na programação, que pode ser acessada no site do CCBB (o melhor é que os ingressos custam apenas R$ 4, se não me engano).
no teatro, vale assistir às quatro montagens que a cia. Razões Inversas, responsável, por exemplo, pelas excelentes "Anatomia Frozen" e "Agreste" (quem as assistiu sabe do que estou falando), revisita em uma mostra no Espaço Parlapatões. Além das duas peças citadas, ela ainda apresenta "A Bilha Quebrada" e "A Ilusão Cômica". Imperdível... mesmo!
ainda estão em cartaz "17 x Nelson", dirigida por Nelson Baskerville (também responsável pela incrível "Luis Antonio - Gabriela", em cartaz na Funarte), "Eu Te Amo" (versão para o teatro do filme de Arnaldo Jabor - quase assisti à peça no Rio, onde fez uma temporada de sucesso), "O Beijo no Asfalto" (outro Nelson Rodrigues na área), "Cabaret" (musical com Claudia Raia), "O Belo Indiferente", "Os Credores" e "Cine Camaleão - A Boca do Lixo"... Vale ficar de olho nessas produções.
entre os shows, Paula Lima se apresenta no Sesc Belenzinho, na quinta; Tiê (ótima!), no Sesc Vila Mariana, na quinta e na sexta; e Pedro Luís (dos sempre animados Monobloco e Pedro Luís e a Parede) mostra o seu trabalho solo , no dia 15, no Sesc Vila Mariana. Desses shows, tentarei ir ao de Tiê e ao do Pedro Luís... que o horário no jornal permita! rs
no campo das artes plásticas, as exposições "Anticorpos", com objetos dos irmãos Campana, e "Ocupação Ballet Statium", com imagens da cia. de dança Stagium, encerram temporada neste mês no CCBB e no Itaú Cultural, respectivamente. Fora essas, vale dar uma passada nas mostras "Jac Leirner", na Estação Pinacoteca, e "Mira Schendel", no Instituto Moreira Salles.
e os destaques da semana passada foram os filmes "Românticos Anônimos" e "Adeus, Primeiro Amor". O segundo é dirigido pela premiada Mia Hansen-Love, que já tem um prêmio no festival de Cannes no currículo, e o primeiro por Jean-Pierre Aménis. Dica: assista a "Românticos Anônimos" com quem gosta... Já "Adeus, Primeiro Amor", procure ir sozinho ou sem seu parceiro(a).
é isso
até mais
se cuidem!
alan
P.S: espero encontrá-los por aí...
sábado, 7 de janeiro de 2012
A sala de vidro de Simon Mawer
Em nota o autor esclarece que embora A sala de vidro seja uma obra ficcional, a casa de vidro e o cenário são de verdade... Acho bom começar do começo. Ganhei da Rosa Gabrielli, minha amiga de longa data, um livro. Assim como Traduzindo Hannah trata-se da história de judeus e uma das personagens mais fortes no caso dos trabalhos chama-se Hana.Embora o autor diga que é ficção, lamento dizer que a trama é parecida com a história de uma das famílias mais tradicionais da antiga Tchecoslováquia. Bem vou situar os leitores do blog, vocês não têm obrigação de conhecer nada sobre o país. Como meu avô era judeu austríaco, eu sei um pouco da história do império austro húngaro. Foi sobre essas ruínas que o tratado Saint Germain-en- Laye criou a Tchecoslováquia unindo dois povos de língua similar: checos e eslovacos. A capital... bem a capital é Praga. A ocupação nazista se dá nos anos de 1939-45 e a comunista entre 1948-89. A redemocratização do país promove diálogos e, em 1993, um novo acordo entre as partes faz uma volta ao passado: checos de um lado e eslovacos de outro, ou seja, dois países. O texto relata fatos acontecidos na Moravia, uma região que continua pertencendo à atual República Tcheca.
Isso é história! Pois é. O livro relata a saga de uma família judaica ou nos termos nazistas, mestiça, logo após a primeira grande guerra, embora em momento algum o autor faça referencia as datas. Trata-se da vida do casal Liesel e Viktor Landauer. Descreve o casamento e a lua de mel em Veneza, onde eles conhecem um arquiteto Rainer Von Abt. Qualquer semelhança com o checo Jan KotEra não me parece mera coincidência. Viktor e Liesel ganharam um terreno de presente e pretendem construir uma casa moderna, afinal vivem no século XX. Landauer é um rico empresário judeu que estimula a inovação e o progresso. Como engenheiro projeta os carros de sua fábrica e junto com sua jovem esposa e o arquiteto arrojado planeja o projeto de uma casa modernista. Pronta ela se torna a Das Landauer Haus e possui uma sala de vidro, onde brilha uma parede de ônix. A casa é palco de recitais e encontros culturais passando a referencia na cidade. Qual cidade? Simon não diz. Eu suponho que se ele falou a verdade: cenário e casa não são ficção, então ela deve ter sido construída em Zlin, uma das mais modernas cidades do mundo distando pouco de Praga. Ela também não está longe da fronteira com a Polônia, primeiro lugar a ser invadido por Hitler.
Simon Mawer mostra a que veio logo nas primeiras páginas. O livro é ótimo. Na página 38 a conversa gira em torno da arte de vanguarda, Mondrian, De Stijl e Klimt. É Liesel quem anuncia que tem um retrato de sua mãe feito pelo pintor. “Se a filha servir de parâmetro, deve ser uma mulher muito bonita” afirma Von Abt e imediatamente critica o movimento Secessão e Viena por suas construções antiquadas dizendo que quer tirar o homem das cavernas para fazê-lo flutuar no ar. “Quero lhe dar um espaço de vidro onde habitar.” E o casal embarca nos seus sonhos: uma casa com estrutura sólida, porém leve, para um terreno que declinava de maneira suave e depois cada vez mais íngreme até um bosque. Na parte mais plana um jardim cujo centro seria um vidoeiro.
A vida de Viktor é semelhante a do empresário Tomás Bata. Viktor vendeu a fábrica de carros para seu sogro e abandonou o país quando a guerra começou. Bata deixou sua empresa como herança para seu irmão Jan Antonin. Porém durante os dez anos que foi prefeito de Zlin transformou a cidade numa utopia urbana. Tudo moderno, das fábricas, aos edifícios públicos, modelos para as construções privadas. O material? Tijolos vermelhos, vidros e concreto. A proposta era de Ebenezer Howard: a ideia era ter uma cidade jardim. A influência veio de Le Corbusier. Mas, afinal quem foi Thomas Bata? Ele construiu uma fábrica de calçados em Zlin e dez anos depois ganhou o mundo. Conheço um monte de gente que compra as botas pensando que são francesas! Viktor foi com a família para a Suiça e de lá para os Estados Unidos, onde montou uma fábrica de barcos. O livro começa e termina com a visita da senhora Elizabeth Landor, naturalizada americana e antiga proprietária da casa, que primeiro, foi tomada pelos alemães, depois pelos soviéticos e finalmente pelo governo da Tchecoslováquia. Assim também aconteceu com a vila de Thomas Bata concluída em 1911, e desenhada por Jan KotEra. Ela foi confiscada em 1945 e retomada por Thomas J. Bata, filho do fundador da empresa abrigando hoje a sede da Fundação Thomas Bata. Vida e arte entrelaçadas! Só os nomes foram mudados... Uma história e tanto premiada no Man Booker Prize por sua beleza e simetria, disse The Guardian de maneira metafórica... Seria uma ironia ou um elogio?
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
AíEu falo com ele finjo que não sofro, finjo que seus conselhos adiantaram. Finjo que consigo. Finjo! E tudo dele me parece tão honesto. Até suas mentiras.
Finjo que ele está sendo um grande amigo, que se preocupa comigo, eu com ele e temos assuntos incomuns. Assim nos falamos e beijos, amor, querido ca, te ligo daqui a pouco. Liga pra me contar que ta feliz. Liga pra me dizer que está cansado. Quando me sinto morta de só, ligo pra ele e me sinto acompanhada.
Quando quase estávamos juntos, ele dizia que eu o completava e eu dizia o mesmo. Depois paramos de dizer essas frases com medo de que elas fossem comprometedoras. Sem falar, falando. Beijando de um jeito maluco. Transando até gastar a pele. Sempre que resistíamos, um perto do outro e tudo acontecia de novo, alucinadamente com a mesma intensidade.
Uma vez brigamos num estacionamento. No final da briga, ele me beijou o pescoço e a briga acabou.
Uma vez, na garagem do prédio, ele se ofendeu porque eu tive ciúme dele. Queria ir embora. Eu encostei meu peito no dele, ele ficou.
Gozamos muito.
Aí acabou.
Camilla Tebet
Ps. Pessoas queridas, desculpa a invasão num dia que nao é meu. NEm sei se vc ainda guardam meu dia. Enfim, me deu uma vontade louca de escrever pra cá.
Um beijo colorido a todos.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Sete dicas preciosas
Sete dicas preciosas para um 2012 de muita paz
Primeira dica: Decida que a paz interior é o que é mais importante para sua vida. Afirme pra você mesmo: "Me sentir em paz é o que mais importa pra mim, eu escolho a paz interior". Repita essa frase muitas e muitas vezes até que essa idéia se torne parte do seu ser, se refletindo nos seus pensamentos e ações.
Se a paz interior é o mais importante para a sua vida, você irá escolher viver o agora, pois viver no futuro e ficar em paz é incompatível. Sim, você poderá fazer o planejamento para atingir um objetivo. Poderá pensar no futuro para concretizar algo, mas assim que terminar de planejar, você voltará ao presente. Gradualmente você viverá a ordem natural das coisas: viver o agora a maior parte do tempo e fazer breves visitas ao futuro por meio dos seus pensamentos.
Segunda dica: A segunda dica para ficar em paz é aceitar cada momento que surge do jeito que ele é. Indubitavelmente muitos momentos se apresentarão de uma forma que você não deseja. Observe a sua reação. Você sente a contrariedade tomar conta de você? Lembre-se novamente da afirmação: "Me sentir em paz é o que mais importa, eu escolho a paz interior". Você pode ainda completar: "Eu escolho a aceitação". Aceite o agora como ele se apresenta.
Favor não confundir aceitação com conformismo, inoperância ou falta de atitude. Se é possível fazer algo para mudar a situação para melhor, faça. Mas escolha se sentir em paz primeiro e depois aja. Agindo dessa forma suas ações serão muito mais eficazes. Não condicione o seu bem estar a resolução da situação. E caso não seja mesmo possível fazer nada para mudar, apenas aceite total e incondicionalmente e fique em paz. Aceitar significa não criar uma resistência interior aquilo que já é. Brigar com aquilo que já é, é insanidade, coisa do ego.
A mente egóica irá tentar convencê-lo a brigar mentalmente com a situação tirando a sua tranquilidade. Fique atento, observe, e não dê energia a esses pensamentos. A repetição das afirmações de paz irá ajudá-lo a manter-se firme no seu propósito.
Terceira dica: Tenha muita paciência com você mesmo. Viver no agora e praticar a aceitação exige treino. A mente vem sendo condicionada há muitas gerações a funcionar de determinada maneira. O impulso da não aceitação e de viver no futuro será forte no início. Mas, gradativamente, com persistência e paciência o padrão vai mudando. Vale a pena insistir.
Quarta dica: Pare de reclamar de qualquer coisa que seja: governo, marido, filhos, fila do banco, engarrafamento, impostos, funcionários, de você mesmo, dos homens, das mulheres, do seu corpo... A reclamação é a manifestação mais clara da não aceitação. Qual é a sensação interior que surge quando começamos a reclamar? É algo agradável? Traz paz interior? Claro que não. Do ponto de vista prático, reclamar não muda em nada a situação e nos faz sentir mal.
Um esclarecimento. Parar de reclamar não significa ficar cego ou deixar de reconhecer o mal funcionamento de alguma coisa e as atitudes negativas de alguém. Continuamos vendo tudo, mas sem gerarmos a negatividade no nosso interior que apenas nos prejudica. Podemos ainda tomar atitudes caso esteja a nosso alcance. Mas primeiro lembre-se que ficar em paz é seu maior objetivo, e depois aja.
Quinta dica: Afasta-se cada vez mais do noticiário da televisão, jornais, revista e internet. Muita ansiedade, pessimismo, medo e outros sentimentos são causados ou alimentados pela pesada carga de negatividade que as pessoas absorvem diariamente. As pessoas e a sua própria mente tentarão convencê-lo de que é preciso estar informado para não ficar "alienado". Mas o que observamos é que cada vez mais as pessoas ficam alienadas por consumirem informação demais. Se tornam negativas e cheias de crenças limitantes, mas pensam que são pessoas realistas e bem informadas.
Sexta dica: Busque auto conhecimento e ferramentas que podem ajudá-lo. Existem inúmeras técnicas e tratamentos: Pratique EFT (manual gratuito no meu site), pratique Ho'oponopono (técnica de cura havaiana, manual gratuito no site www.hooponopono.ws ), use florais, receba Reiki, pratique meditação, receba massagem, pratique alguma forma de arte (dançar, pintar, cantar...), invista em cursos de auto conhecimento, invista em trabalhos terapêuticos, e etc...
Sétima dica: Observe a sua mente tentando tirar a sua paz interior. É apenas um velho condicionamento. De repente você se pega relembrando de uma situação do passado e dizendo "eu deveria ter feito isso e aquilo", "foi muito desrespeito de fulano", "quem ele pensa que é". As vezes surgem lembranças de situações desagradáveis do passado e as alimentamos de forma automática com comentários e pensamentos. E outras vezes surgem discussões mentais que nem houveram. Imaginamos o que deveríamos ter dito e também coisas que e o outro nem disse, mas que supomos que ele deve ter pensado. É muita viagem mental. Mais uma vez, ao se dar conta desses pensamentos, tenha muita paciência com você mesmo. Aceite-os e procure não dar mais energia pra eles. As frases de paz interior o ajudarão novamente a manter o foco.
Pratique o perdão. A EFT pode ajudar muito.
Fonte: André Lima – EFT (http://www.eftbr.com.br/curso-online)
Primeira dica: Decida que a paz interior é o que é mais importante para sua vida. Afirme pra você mesmo: "Me sentir em paz é o que mais importa pra mim, eu escolho a paz interior". Repita essa frase muitas e muitas vezes até que essa idéia se torne parte do seu ser, se refletindo nos seus pensamentos e ações.
Se a paz interior é o mais importante para a sua vida, você irá escolher viver o agora, pois viver no futuro e ficar em paz é incompatível. Sim, você poderá fazer o planejamento para atingir um objetivo. Poderá pensar no futuro para concretizar algo, mas assim que terminar de planejar, você voltará ao presente. Gradualmente você viverá a ordem natural das coisas: viver o agora a maior parte do tempo e fazer breves visitas ao futuro por meio dos seus pensamentos.
Segunda dica: A segunda dica para ficar em paz é aceitar cada momento que surge do jeito que ele é. Indubitavelmente muitos momentos se apresentarão de uma forma que você não deseja. Observe a sua reação. Você sente a contrariedade tomar conta de você? Lembre-se novamente da afirmação: "Me sentir em paz é o que mais importa, eu escolho a paz interior". Você pode ainda completar: "Eu escolho a aceitação". Aceite o agora como ele se apresenta.
Favor não confundir aceitação com conformismo, inoperância ou falta de atitude. Se é possível fazer algo para mudar a situação para melhor, faça. Mas escolha se sentir em paz primeiro e depois aja. Agindo dessa forma suas ações serão muito mais eficazes. Não condicione o seu bem estar a resolução da situação. E caso não seja mesmo possível fazer nada para mudar, apenas aceite total e incondicionalmente e fique em paz. Aceitar significa não criar uma resistência interior aquilo que já é. Brigar com aquilo que já é, é insanidade, coisa do ego.
A mente egóica irá tentar convencê-lo a brigar mentalmente com a situação tirando a sua tranquilidade. Fique atento, observe, e não dê energia a esses pensamentos. A repetição das afirmações de paz irá ajudá-lo a manter-se firme no seu propósito.
Terceira dica: Tenha muita paciência com você mesmo. Viver no agora e praticar a aceitação exige treino. A mente vem sendo condicionada há muitas gerações a funcionar de determinada maneira. O impulso da não aceitação e de viver no futuro será forte no início. Mas, gradativamente, com persistência e paciência o padrão vai mudando. Vale a pena insistir.
Quarta dica: Pare de reclamar de qualquer coisa que seja: governo, marido, filhos, fila do banco, engarrafamento, impostos, funcionários, de você mesmo, dos homens, das mulheres, do seu corpo... A reclamação é a manifestação mais clara da não aceitação. Qual é a sensação interior que surge quando começamos a reclamar? É algo agradável? Traz paz interior? Claro que não. Do ponto de vista prático, reclamar não muda em nada a situação e nos faz sentir mal.
Um esclarecimento. Parar de reclamar não significa ficar cego ou deixar de reconhecer o mal funcionamento de alguma coisa e as atitudes negativas de alguém. Continuamos vendo tudo, mas sem gerarmos a negatividade no nosso interior que apenas nos prejudica. Podemos ainda tomar atitudes caso esteja a nosso alcance. Mas primeiro lembre-se que ficar em paz é seu maior objetivo, e depois aja.
Quinta dica: Afasta-se cada vez mais do noticiário da televisão, jornais, revista e internet. Muita ansiedade, pessimismo, medo e outros sentimentos são causados ou alimentados pela pesada carga de negatividade que as pessoas absorvem diariamente. As pessoas e a sua própria mente tentarão convencê-lo de que é preciso estar informado para não ficar "alienado". Mas o que observamos é que cada vez mais as pessoas ficam alienadas por consumirem informação demais. Se tornam negativas e cheias de crenças limitantes, mas pensam que são pessoas realistas e bem informadas.
Sexta dica: Busque auto conhecimento e ferramentas que podem ajudá-lo. Existem inúmeras técnicas e tratamentos: Pratique EFT (manual gratuito no meu site), pratique Ho'oponopono (técnica de cura havaiana, manual gratuito no site www.hooponopono.ws ), use florais, receba Reiki, pratique meditação, receba massagem, pratique alguma forma de arte (dançar, pintar, cantar...), invista em cursos de auto conhecimento, invista em trabalhos terapêuticos, e etc...
Sétima dica: Observe a sua mente tentando tirar a sua paz interior. É apenas um velho condicionamento. De repente você se pega relembrando de uma situação do passado e dizendo "eu deveria ter feito isso e aquilo", "foi muito desrespeito de fulano", "quem ele pensa que é". As vezes surgem lembranças de situações desagradáveis do passado e as alimentamos de forma automática com comentários e pensamentos. E outras vezes surgem discussões mentais que nem houveram. Imaginamos o que deveríamos ter dito e também coisas que e o outro nem disse, mas que supomos que ele deve ter pensado. É muita viagem mental. Mais uma vez, ao se dar conta desses pensamentos, tenha muita paciência com você mesmo. Aceite-os e procure não dar mais energia pra eles. As frases de paz interior o ajudarão novamente a manter o foco.
Pratique o perdão. A EFT pode ajudar muito.
Fonte: André Lima – EFT (http://www.eftbr.com.br/curso-online)
domingo, 1 de janeiro de 2012
2012
É mais um ano que se passa e só posso dizer que 2011 foi um ano cheio de trabalho, com muito aprendizado e onde tive a oportunidade de conviver com pessoas incríveis... e outras nem tanto!
Foi um ano de mudanças também, mudanças que me propus e que darão frutos em 2012
ao ano bebê que chega hoje já cheio de promessas (e de expectativas)... bem vindo
aos amigos queridos, muita luz, felicidade e garra para conquistar mais e mais felicidade
aos não amigos, toda sorte do mundo, pois o mundo ervilha é redondo e querendo ou não, uma vez dada a largada, sempre voltamos a reencontrar pessoas...
ao mundo, muita luz porque o resto, a gente P R O D U Z !!!
Foi um ano de mudanças também, mudanças que me propus e que darão frutos em 2012
ao ano bebê que chega hoje já cheio de promessas (e de expectativas)... bem vindo
aos amigos queridos, muita luz, felicidade e garra para conquistar mais e mais felicidade
aos não amigos, toda sorte do mundo, pois o mundo ervilha é redondo e querendo ou não, uma vez dada a largada, sempre voltamos a reencontrar pessoas...
ao mundo, muita luz porque o resto, a gente P R O D U Z !!!
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