quinta-feira, 29 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Para Rosa Leda

vi e logo pensei em você...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O pré-sal, a União e a força centrífuga…

Conforme tradição consolidada, todo mês de janeiro o Presidente dos Estados Unidos realiza um pronunciamento diante das duas casas do Congresso americano – representantes e senadores – reunidas em sessão conjunta. Sua fala versa sobre o que os americanos convencionaram chamar de “estado da União”. Trata-se de um ato de deferência do Poder Executivo ao Legislativo, inequivocamente seu “chefe” nos países democráticos. Porém, mais do que isso, o discurso sobre o estado da União americana deixa bem claro a todos que a federação é uma “união voluntária de Estados” que já foram independentes (as chamadas 13 colônias que se tornaram 13 países e se uniram em um só por questões de segurança, como fazer frente ao Império Britânico da época). Essa reunião de estados cria outro ente, distinto das partes, ao qual se convencionou chamar de União. Logo, a reunião dos estados existentes anteriormente deve ser benéfica para todos, para que se mantenha o interesse – do todo e das partes – em permanecerem no mesmo barco. E é a conjuntura disso que o presidente informa ao Congresso todo começo de ano.
Pode-se dizer que os Estados Unidos foram a primeira nação inventada. Calcados em ideais iluministas, os pais fundadores norte-americanos elaboraram um conceito de nação que pretendia ter bases racionais e ser desprovido de famílias com poderes dinásticos. Isso fazia com que, ao negar a autoridade hereditária e a tradição como fundamento jurídico do poder político, eles se abrissem ao futuro, assumindo a responsabilidade da produção democrática do Direito e a legitimidade de sua unidade.


Ao olharmos hoje para a Europa o que se vê é um continente frustrado por não ter conseguido se livrar do peso do seu passado, afinal foi justamente o fardo da história – e das tradições de rivalidades seculares entre vizinhos – que impediu anos atrás um aprofundamento da União Européia: tentaram ser como os americanos, mas a força centrífuga da tradição não deixou. E a União de verdade ficou só no plano monetário. Os países europeus acreditaram que a manutenção de suas independências seria mais benéfica do que uma eventual união. E de certa forma é isso o que se percebe quando o governo alemão faz cara feia ao ter que sustentar o peso da inconsistência fiscal e o baixo desenvolvimento econômico de países como Portugal e Grécia: “não pagarei pelo seu despreparo”, o que implica dizer, “não tenho responsabilidade pelos seus atos e seu destino”.


Por aqui no Brasil, ao que tudo indica, vamos bem, obrigado. Somos um país forte e coeso. Falamos a mesma língua (o que não quer dizer nada, uma vez que a Europa tem quinze línguas e já tem moeda única, e nossos vizinhos sul-americanos falam espanhol e não se bicam muito, como Peru e Chile) e não temos grupos que reivindiquem soberania dentro do território nacional. Contudo, recentemente o tema da distribuição dos royalties do petróleo do pré-sal vem pondo na ordem do dia a discussão: qual o sacrifício que estamos dispostos a fazer para ficarmos todos juntinhos, sob a mesma bandeira e nos tornarmos cada vez mais unidos. Afinal, ainda que não pareça, somos uma Federação. Esquisita e centralizadora, mas, ainda assim, uma Federação. E somos um país continental que – segundo demonstra a história – apenas se manteve unido graças a Napoleão Bonaparte (que fez os reis portugueses saírem correndo da Europa em direção ao Rio), e por José Bonifácio de Andrada e Silva, que convenceu D. Pedro I a proclamar a independência e deixar o Brasil amarrado a um governo central forte, impedindo assim a fragmentação.


Todos os interesses e peculiaridades regionais se mostram de forma nua e crua quando se discute quem se beneficiará com os lucros da exploração do petróleo (a tal força centrífuga...). A atual divisão dos royalties não considera os estados e municípios não produtores. Contudo, com a efetiva exploração do pré-sal, e os lucros exorbitantes previstos, as vantagens econômicas desses entes da federação poderiam criar desigualdades substanciais de riqueza e qualidade de vida entre os estados e as regiões de nosso país, o que já é, por si só, um elemento desagregador em total desacordo com os objetivos da República, apontados no artigo 3º, III, da Constituição Federal. Como se vê, o tema do equilíbrio da União – ou seja, o estado da nossa União – é pouco explorado e discutido.
Que tal se a grande imprensa ensinasse a população a discutir o futuro do país?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Final


O jantar na casa de Júlia foi um sucesso. Brindes, brincadeiras e, no final, Rosa dispensando o tio e se oferecendo para dar carona a Baptista.

Passados quatro meses eu soube que ontem partiram para a Finlândia. Baptista quer que Rosa conheça os lugares que tanto ama. Estão felicíssimos e como não tenho vocação para voyeuerismo vou deixá-los sossegados. Be happy!

sábado, 24 de setembro de 2011

5772: um novo ano se inicia em 29 e 30 de setembro


O Ano Novo judaico ou Rosh Hashana não tem por objetivo festejar com júbilo ou excessos essa data. Trata-se de uma ocasião para um exame aprofundado das ações e atos cometidos durante o ano. A pausa para o agradecimento por todas as boas coisas recebidas e uma preparação para o Yom Kippur, a festa mais importante do calendário hebraico festejada em 08 e 09 de outubro. São os dez dias entre uma e outra data para pedir perdão, confessar faltas cometidas e promessa de não repetir os erros passados. É o momento de esquecer as ofensas para poder constar do livro da vida no ano que começa. Talvez por isso eu tenha me lembrado de Moisés e das duas tábuas da lei com os mandamentos. Na primeira estão normas relacionadas à D’us e na segunda, as regras sobre a conduta do homem para com o homem.

1- Eu sou teu D’us, quem te tirou do Egito.
2- Não terás outros deuses. Não farás imagens.
3- Não tomarás o nome de D’us em vão.
4- Lembra-te do Sábado para santificá-lo.
5- Honrarás teu pai e tua mãe.
6- Não assassinarás.
7- Não cometerás adultério.
8- Não roubarás.
9- Não darás falso testemunho.
10- Não cobiçarás.

Rosh Hashaná é uma data simbólica. O voto de esperança para que todos os amigos tenham um ano repleto de felicidade e vida longa gerou o costume dos cartões de Shaná Tová. O pão redondo, tâmara, abóbora, grão de bico, alho poro, maçã com mel para uma vida mais doce e as romãs que são repartidas entre todos invocando a D’us que os nossos méritos se multipliquem como as sementes da fruta. Elas são 613 mesmo número das mitsvot (mandamentos) da Torah, primeiro livro da Bíblia judaica. Enfim, para expressar a importância do dia servir esses alimentos darão boa fortuna a todos.
Shaná Tová aos amigos judeus e não judeus!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Por email

Fala ae galerinha, tudo bom?
Espero que sim...

tristes por não estarem no Rio de Janeiro, onde, a partir de amanhã, acontecerá a quarta edição do Rock in Rio em terras brasileiras? Ou felizes por, sei lá, terem guardado dinheiro para os outros shows gringos que vão acontecer no país até a primeira metade do ano que vem, quando vai rolar o Lollapalooza tupiniquim, com a provável presença de Foo Fighters? Bom, nos jornais, nos sites de notícia e na TV não se fala em outra coisa a não ser no festival carioca, que reunirá cerca de 700 mil pessoas ao longo de todos os dias...

enfim, passarei longe do Rio nas próximas semanas e continuarei à caça de bons eventos culturais em São Paulo...

nos próximos dias, peças de teatro e uma exposição encerram suas atividades na capital. No campo das artes cênicas, a peça "Ciranda", dirigida por José Possi Neto, sai de cartaz do teatro da Livraria Cultura na próxima quinta. Em tempo: ao dar uma passada na livraria, aproveite a promoção de 50% de algumas obras. Nesta semana, passei por lá e comprei "O Passado", "O Leitor" e "Precisamos Falar sobre Kevin". E "Macumba Antropófoga", do Teatro Oficina, encerra temporada no dia 2 de outubro (devo assistir à montagem no último dia). Em tempo: Zé Celso Martinêz Corrêa e cia. ganharam uma verba do Ministério da Cultura para mais apresentações...

nas artes plásticas, vale um passeio pelo Sesc Pinheiros, onde está em cartaz a mostra "Warhol TV", com trabalhos do artista Andy Warhol na televisão. Posso estar enganado, mas acho que se trata de uma exposição que estava exibida no Centro Cultural de Lisboa, no ano passado. É uma chance rara de ver outro lado da obra do mestre da pop-art. A mostra acaba no domingo, dia 25. E, enquanto algumas exposições acabam, outras começam. Uma delas, intitulada "Extremos", que apresenta fotografias de nomes como Sebastião Salgado, pode ser vista no Instituto Moreira Salles. E, no dia 30, tem início a mostra "Em Nome dos Artistas", no prédio da Bienal, que reunirá nomes como Jeff Koons, Damien Hirst e Matthew Barney.

voltando a falar, rapidinho, de teatro, o monólogo de Caco Ciocler, "45 Minutos", está de volta ao cartaz. Desta vez, no espaço Parlapatões. O melhor é o horário da montagem: 0h (ótimo para quem tem de ficar até altas horas no trabalho, como eu - tentarei assistir à peça no sábado).

na música, as dicas são os shows de Katy Perry, na chácara do Jockey (ahhhhhhhhh acho que não vai dar para eu ir!), no domingo, e da galera bacana do rap Pentágono e Ras Bernardo, no Studio SP, na terça.

filmes mais alternativos não faltam nas salas de cinema de São Paulo - hora de aproveitar o fato de os blockbusters norte-americanos terem dado uma trégua. Assim, é bom correr e assistir aos filmes "Medianeras" (vários amigos meus falaram bem dessa produção argentina), "Elvis & Madonna" (com Simone Spaladore na pele de uma mulher homossexual que se apaixona por uma travesti), "O Homem do Futuro" (Wagner Moura vale ser visto na telona), "Além da Estrada" (produção brasileira e uruguaia) e "Confiar" (dirigido pelo eterno Ross de "Friends").

e os melhores da semana passada foram o espetáculo "Tatyana", da cia. de dança Deborah Colker, e a diversão promovida pela cantora Rihanna em seu show. "Tatyana", assim como os outros espetáculos de Deborah Colker, a cia. mostrou vigor físico e delicadeza em dois atos muito bem encenados (a segunda parte é emocionante!). Já Rihanna mostrou que, no palco, quer mais é se divertir e mostrar os seus inúmeros hits. O pouco público que esteve na arena Anhembi gostou!

espero encontrá-lo(a) por aí...
até mais
se cuida!
alan

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hehehehehe

Recebi por email e achei bem bacana

Geração X com Alma de Geração Y



Por Flavia Vianna*
Nova ilustração criada e meu estagiário faz um sinal com a mão pra mim. Tira o fone de ouvido e, com um estilo pessoal todo próprio, pede para eu dar uma olhada na tela.

“Aê…(mascando chiclete)… dá um looks pra ver se rola.”

Bom, levantei e fui na tela dele dar o tal do looks. Não pude resistir ao MSN aberto com uma conversa que me parecia aramaico criptografado. Quase nenhuma vogal. Na barra inferior do Windows eu contei… eram 16 janelas abertas ao mesmo tempo. E quatro delas estavam piscando. A gente sabe que alguém é da geração X ou da Y pelo número de janelas abertas ao mesmo tempo na barra inferior do Windows. Não tinha nem dois minutos que eu tinha minimizado meu MSN porque mais de quatro janelinhas já me estressam. Piscando então…

“E aê… rola ou num rola?”

Ah, a ilustração. Sim, claro. Essa é mais uma das características dessa geração. Eles têm a compreensão do mundo em bloco, e acham que o universo funciona assim. Vai explicar que quem tem mais de 30 olha o MSN, depois olha as janelas da barra do Windows, depois vê que tem quatro piscando e, aí sim, consegue se concentrar no tal do looks solicitado.

“A ilustração está ótima. Adorei. Pode só colocar os traços mais colori…” Fui interrompida. O celular dele… tocou… tocou? Mas eu não escutei nada… Como é que é? Existe um ringtone que só quem tem menos de 25 anos escuta? #comoassim?

E o outro Y que senta na frente dele começa a rir … Hauiahuaihauia… sim, porque quem ri “hahaha” “hehehe” ou “rsrsrs” é totalmente Geração X. Eles riem com umas vogais desconexas intercaladas com o “h”.

Meu ilustrador favorito desliga o celular e me explica sobre o ringtone misterioso. O som é emitido em uma freqüência que, conforme o tímpano vai envelhecendo, não consegue mais perceber. Eles usam direto porque, em sala de aula, os professores não escutam os celulares tocando. Sim, a tecnologia pode ser cruel.

Enfim, aceito que meu tímpano já envelheceu, mas gostaria de deixar claro que minha alma é totalmente Geração Y. Peterpanizada pelo encantamento e constante curiosidade de saber como que essas criaturas pós 1980 funcionam. Seu constante interesse pelo novo e pela experimentação. E, de preferência, o maior número de experimentos ao mesmo tempo, por favor.

Outro dia me peguei em casa com a TV ligada, notebook no colo, MSN com duas janelas, skype com uma, mandando torpedo do celular e, pra completar o cenário nerd/geek, Twittando. Quando tocou o telefone, eu quase chorei. De emoção. A gente acaba tomando gosto pela coisa.

A verdade é que eu aprendo horrores nesse laboratório diário de convivência com criaturas Y super especiais e seus mundos tudoaomesmotempoagora. Só no meu trabalho são sete figuras dessas. Pra mim, eles já vieram com um chip que entende todas as informações disponíveis ao redor no melhor estilo Neo de Matrix: download em banda larga multimegabits e, em 20 segundos… “eu sei kungfu”. É mais ou menos assim que funciona. Pra eles.

Paralelamente a esta capacidade peculiar, vejo também muito profissionalismo, ética, comprometimento e criatividade no trabalho. E a vontade de saber cada vez mais sobre eles só aumenta. Bom, eu já tomei a #pílulavermelha. E vc?

Flavia Vianna é carioca, publicitária, sócia da agência Trafor Comunicação e, atualmente investe 2/3 do seu dia tentando acompanhar e entender o comportamento humano. No resto do tempo, ela dorme. Ou tenta. Recentemente iniciada no mundo 2.0, já descobriu que esse é um caminho sem volta. É Geração X porque nasceu na época errada. Totalmente encantada com a eumatia e modus operandi da Geração Y. Por filosofia de vida, uma eterna reaprendente.