domingo, 13 de novembro de 2011

27

Número que no mundo do rock and roll parece ser fatídico aos astros desenfreados. Tradição (há quem chame de maldição) iniciada por Brian Jones, maluco beleza e fundador dos Rolling Stones em 1969, logo a lista engrossou com a morte do guitarrista Jimmy Hendrix, da cantora Janis Joplin, de Jim Morrison, de Kurt Cobain, e bem recentemente da diva Amy Winehouse. Todos morreram no auge e aos 27 anos. O jornalista da Folha de São Paulo, André Barcinski, vai ainda mais longe: “Se ampliarmos a lista para a faixa de 25 a 29 anos, podemos incluir ainda Tim Buckley, Gram Parsons, Danny Whitten (Crazy Horse), Tommy Bolin (Deep Purple), James Honeyman-Scott (Pretenders), Hillel Slovak (Chili Peppers), Frankie Lymon (The Teenagers), Shannon Hoon (Blind Melon), Bradley Nowell (Sublime) e muitos outros”.
Mas vamos nos ater aos falecidos ao 27 que já tem muita história para contar.  

Brian Jones (1942-1969) O primeiro da lista. Figurinha controversa e há quem diga mais louco que a Lindsay Lohan. Fundou os Stones e foi convidado a deixar a banda por seus camaradas Mick Jagger e Keith Richards, há quem diga que foi por ego, outros por abuso de drogas (mas onde já se viu o Keith Richards expulsar alguém por abuso de droga!) e os mais afoitos garantem que o problema foi mesmo mulher. O que se sabe é que o músico foi encontrado na piscina da sua casa afogado. O filme Stoned (2005), lança mil e uma teorias conspiratórias e mostra uma parte do que se imagina que fosse a doidera praticada por Jones e a relação entre os deuses do Stones de maneira bem divertida.

Jimmy Hendrix (1942 - 1970) Para muitos pai do rock lisérgico e muso máximo da loucura festivalesca como só ele. Hendrix revolucionou o mundo com seus dedos e abusou como pode do corpinho com muito álcool, LSD, anfetaminas e um pouquinho de maconha quando precisava dar o grau. Foi encontrado morto no apartamento de uma namorada e a autópsia indicou a causa como asfixia em seu próprio vômito, após ingerir 9 pílulas para dormir tudo lavado com umas bebidinhas, é claro. Até onde eu saiba não existe uma boa cinebiografia do Hendrix e já rolaram diversos boatos sobre um longa dirigido pelo Tarantino sobre sua breve vida que nunca saiu do plano imaginação nerdiniana.
Janis Joplin (1943 - 1970) Moça de família e dona daqueles clássicos que a gente paga para não tocar quando em barzinho pé sujo. Tinha preferência por speed, psicotrópicos variados, álcool e heroína. Com certeza revirou no túmulo quando viu sua vida ser transformada em um daqueles filmes que juram que não são biográficos com Bette Milder. Quem não viu, faça um favor a si mesmo e não veja, mas quem estiver com a veia S&M saltando, segue: A Rosa (1979). Ah, há notícias que garantem que a corretinha Amy Adams dará outra chance a pobre cantora no cinema com direção de Fernando Meirelles. A foto ao lado mostra a moça tomando Veuve Clicquot em copinho de café prova de que ela sabia beber.  

Jim Morrison (1943 - 1971) Membro fundador de  Los Angeles como cidade do rock. Ainda hoje não há como falar em The Doors sem pensar em Venice, no Roxy e na Sunset. Talentoso delícia, compunha, cantava, tocava, fazia cara de conteúdo e aprontou com o corpinho o que podia e o que não podia. Era chegado em uma bebidinha, LSD, cocaína, heroína e morreu disso.
Embora existam várias teorias conspiratórias, e um par de malucos que jure que ele ainda está vivo, o rapaz morreu quando ao bem louco, confundiu heroína com cocaína. Seu corpo, já bem menos majestoso que no início, foi encontrado em uma banheira em Paris onde está enterrado para pesadelo dos franceses. O filme The Doors (1991) dirigido pelo não menos normal Oliver Stone é um mix de trilha bem selecionada e alguma noção com viagens homéricas e Meg Ryan (oh my god, Meg Ryan!).



Kurt Cobain (1967 - 1994) Rapaz talentoso de cidade pequena e família cheia de dramas. Tudo o que ele fez, com exceção de Francis Bean, deu certo. Mudou a história do rock da forma mais poderosa e num momento essencial. Com certeza, todo dia muitos agradecem a D'us em suas orações antes de dormir a passagem de Cobain pela Terra. Mas como quase todo bom muso, surtou com o sucesso e não soube bancar a vida na high society. Como não sabia ser esponja, fez o doido, casou com uma loira abiscataiada e se fechou para o mundo na companhia da mesma, de alguns poucos amigos e de muuuuuita heroína. De modo bem pouco poético, seu corpo foi encontrado com um rombo de tiro de espingarda na cabeça e uma quantidade capaz de ensandecer um rinoceronte de heroína no sangue. O diretor Gus Van Sant acertou muito em Últimos dias (2005), outro daqueles filmes que juram que não são sobre a vida da pessoa só para não pagar direito autoral, e mostra o fim do astro de maneira nua, crua e silenciosa. O filme é de uma beleza brutal e deve ser visto pelo menos uma vez. Eu tenho em casa e já vi bem mais que isso.

Amy Winehouse (1983 - 2011) Bom, o fato de que haviam bolões na internet apostando a data de morte de Amy talvez seja sinal de que esse trem já tinha andado. A moça, embora talentosíssima, nunca fez questão de esconder seu gostinho por uso de substâncias que o corpo não produz. Em seu vasto curriculum, o fato de que foi o único ser humano conhecido que teve seu visto para os EUA vetado sem ser brasileira. Além de muita música boa. Deixa saudade aos amantes de R&B e aos paparazzi em geral pois adorava (e era pós graduada em) bafão. Foi encontrada morta e para surpresa de muitos o laudo médico não detectou drogas ilegais mas sim um quantidade monstruosa de álcool. Só para não perdeu o hábito, já que tudo o que fazia era notícia, o tal laudo clínico foi enviado por engano (engana que eu gosto) para uma pessoa que o publicou na internet para o mundo (após ter vendido o mesmo por uma fortuna).


Mas imagino que a esta altura o meu querido leitor esteja se perguntando onde quero chegar. Ok, ok, cheguei onde eu queria. Um alemão chamado Kim Frank teve a sacada de escrever uma ficção chamada "27" que usa como base a tal conhecida maldição dos 27. Seu personagem é um jovem músico muito bem sucedido que chega aos fatídicos 27 e tan tan tan tan. Estou no início do livro ainda mas já super recomendo.

sábado, 12 de novembro de 2011

O mau olhado de Nefertiti

Olho gordo, a convicção de que a inveja de alguém demonstrada ou não pelo olhar pode ocasionar contratempo na vida do outro, propiciou as culturas antigas criar amuletos contra o mau olhado. Associado a ideia do secar com os olhos, o olho gordo representa a maneira de impedir a nutrição continuada da prosperidade de alguém. O mau olhado costuma secar as pessoas. Na tradição bíblica, esse olhar estava associado à cobiça. Na Mesopotâmia existia uma crença em homens escorpiões cuja visão bastava para causar a morte. Hoje os invejosos são chamados de vampiros por sugarem a energia alheia. Verdade? Não sei. Mas, quando pedi a São João um pescoço igual ao da Nefertiti e o milagre aconteceu, não imaginei estar cometendo crime de lesa majestade, embora eu tenha exibido o meu por aí com orgulho e vaidade! A rainha ofendida despejou sua ira sobre mim. Ao molhar minhas plantas caí por duas vezes machucando o joelho. Logo depois o sistema de irrigação de casa quebrou e a assistência técnica demorou dois meses para aparecer. A reforma de uma pérgula está parada desde então. Meu carro enguiçou e o do meu irmão foi roubado. Eu e meu filho acumulamos vinte pontos na carteira de motorista. O telefone está mudo, a internet e o computador não funcionam. Viajei a São Paulo para assistir palestras de um escritor famoso e o coitado não embarcou na ponte aérea por falta de teto. Isso nunca aconteceu. Culpa sua, diziam.
Tenho uma verruga de estimação, antiga, pois ela inflamou e vou precisar retirá-la. O jardineiro mudou plantas de posição, elas morreram assim como um coqueiro que não saiu do lugar. Não tenho inspiração, nem empregada, cansada não dou conta dos compromissos agendados e ainda por cima o Diguê não para de pegar no meu pé, por causa do joelho e dos textos, embora acredite que as abdominais tenham por objetivo acabar com o meu pescoço! Estou com mau olhado, só pode ser, comentei. Ele falou-me da existência de um olho azul, amuleto conhecido como nazar para proteger as pessoas. Azul? Vejo uma freqüentadora da academia, portando uma corrente com um pingente verde e vermelho com uns rabiscos e um olho... A mulher se vangloria de ter o corpo fechado. É amiga do homem, pensei, pois nele também nada grudava. Vai ver ele usava nazar e eu preconceituosamente achando que era seboso por falta de banho. O talismã com aparência de palma da mão com um olho no meio chama-se hamsá. Os desenhos, de acordo com a dona do objeto, são orações hebraicas para fortalecer seu potencial. Ele é usado por praticantes do judaísmo como amuleto contra mau olhado. Preciso de um, não dos dois, urgentemente, além do perdão da rainha pelo pecado da cobiça, para voltar a ter vida normal. Nefertiti, o pescoço ficou ótimo, mas o seu continua sendo muito mais bonito!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011


- Não olhe,... não olhe!!!!!!!
Fechei os olhos. O que ele estaria escondendo?
- Agora olhe e me diga...
Ó céus, o que está diferente? Não vejo nada mudado, nem nele nem na sala. Que terá feito que o levou a imaginar que este suspense me divertiria? Tenho medo de perguntar e também de afirmar que não vejo nada novo. O que devo dizer?
- E então?
Meu anjo da guarda, meu bom amiguinho, me faça andar sempre pelo bom caminho... O que falar ou fazer para não decepcioná-lo?
- Putz, como você teve essa ideia?
- A gente já havia pensado nisso, lembra?
- Quando falamos sobre isso?
- Quando paramos para tomar sorvete,lembra?
- Não, não lembro de termos conversado. Como surgiu o assunto? - Precisava desesperadamente de uma pista.
- A Solange disse que havia conseguido inquilino para o apartamento e você, então comentou.
- Ah!..... (que será que comentei? Droga! Essa minha memória anda aprontando...)
- Mas, fale, você gostou?
- Como poderia não ter gostado?
- É que eu mudei um pouquinho o projeto inicial, lembra? Falamos em usar dois mas eu usei quatro, achei que ficaria bom.
- E ficou, mesmo.
- Fiquei preocupado com sua reação.
- Você fez bem.
- Vamos sair, para comemorar?
- Claro! Deixa só eu trocar de sapato. Meus pés estão moídos.
- Onde você vai? Tem que acostumar que agora ela vai ficar aqui.
Vi a sapateira escondida entre os dois braços dos sofás. Ah... foi isso... Sorri, tímida.
- É duro ser loira, somos distraídas.
Ele sorriu e me abraçou carinhosamente. Nunca diria a ele que estava horrível.

PS- Desculpem a ausência na segunda passada e antecipadamente peço desculpas pela próxima segunda. Em dezembro já estarei nos trilhos, novamente.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"Me gusta la mañana, me gustas tú
Me gusta el viento, me gustas tú
Me gusta soñar, me gustas tú
Me gusta la mar, me gustas tú."



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alan Pauls, na Folha: "Condição adolescente de ser uma eterna promessa envolve cineasta Sofia Coppola e sua obra"



Sofia Coppola está prestes a completar 40 anos, mas continuamos tratando-a como adolescente. Como se seus filmes -e ela já fez quatro- não fossem frutos de seu talento, sua sensibilidade ou sua inteligência, mas promessas de uma obra futura em que se revelará a verdade por inteiro. 

Por quê? Pelo carma de ser filha de Francis Ford Coppola? Ou porque continuamos a enxergá-la como a muito jovem Mary Corleone de O Poderoso Chefão - Parte 3?

Nessa estranha ilusão óptica que geram os filmes de Coppola, há algo que não se deixa explicar pelos avatares biográficos da diretora nem pela poluição midiática que contamina sua estirpe. Algo que está relacionado aos próprios filmes. Como se esse erro de paralaxe fosse um dos elementos internos decisivos, inclusive o segredo que os faz existir e os define.

Já se disse muito que o tema do cinema de Coppola é a celebridade. As irmãs Lisbon, de As Virgens Suicidas (1999), são estrelas da disfuncionalidade familiar, assim como Maria Antonieta (2006) o é no mercado da mundanidade monárquica.

Nem há o que dizer sobre Bob Harris, de Encontros e Desencontros (2003), inspirado nessa "bête noire" do "star system" de Hollywood que foi Orson Welles.

IMPASSIBILIDADE

O protagonista de Um Lugar Qualquer também é um desses seres marcados pela hipervisibilidade. Ator de Hollywood, Johnny Marco é apático como Harris, inocente como Maria Antonieta e autoabsorto como as meninas Lisbon.

Coppola descreve a vida de Marco com a mesma impassibilidade, a mesma falta de ênfase e hierarquias dramáticas com que filmou a via crucis de Bob Harris pelo labirinto ilegível de Tóquio.

Tudo indica que Johnny Marco é famoso, mas o que Sofia Coppola omite é o porquê. Marco não é especialmente bonito, simpático ou brilhante. Ignoramos tudo sobre sua carreira e sua habilidade como ator.

A única coisa que nos é mostrada é um cartaz de seu último filme e uma entrevista coletiva que Marco resolve com monossílabos. Mas ele tampouco é especialmente idiota, extravagante ou rebelde. Digamos de uma vez: Johnny Marco não é nada.

Como pode, portanto, ser uma celebridade? Aqui está a descoberta mais sutil, mais "warholiana" de Um Lugar Qualquer: a ideia de que a fama, em sua versão contemporânea, é um enigma.

Não é o resultado lógico e progressivo de um trabalho, uma carreira, um conjunto de qualidades pessoais, mas uma mais-valia mágica, invisível, que nunca procede daquele que a ostenta, mas do exterior, dos outros, daqueles outros em que Sartre costumava localizar o inferno.

Assim, Marco é apenas o herói menor, subsidiário, do filme de Coppola. Os verdadeiros heróis são outros: camareiros, assessores de imprensa, comissários de bordo, strippers, toda essa pequena legião de artistas conceituais camuflados que fazem desse nada que é Johnny Marco uma celebridade.

Desse nada, ou desse adolescente eterno que ele é, porque o que é a adolescência senão esse grande momento no qual -para o bem ou para o mal- somos o que os outros decidem?

Não é, portanto, o tema da celebridade o que distingue o cinema de Sofia Coppola. É sua hipótese -corroborada por ela mesma, congelada na condição adolescente de ser uma promessa eterna- de que celebridade e adolescência são experiências gêmeas e que, para ser célebre, não é preciso ser ou fazer nada: só deixar-se fazer pelos outros. 

ALAN PAULS, escritor argentino, é autor de "O Passado" (Cosac Naify), entre outros. Tradução de CLARA ALLAIN. 


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Piadinha da boa


CRONOBIOGRAMA FEMININO!!!

1 aos 5 anos:
A mulher não tem a mínima idéia do que ela seja.

5 aos 10 anos:
Sabe que é diferente dos meninos, mas não entende porquê.

10 aos 15 anos:
Sabe exatamente por que é diferente, e começa a tirar proveito disso.

25 aos 30 anos:
Nessa fase formam 5 grupos distintos:

G1
As que casaram por dinheiro

G2
As que casaram por amor

G3
As que não casaram

G4
As que simplesmente casaram

G5
As inteligentes


G1: descobrem que dinheiro não é tudo na vida, sentem falta de uma paixão..

G2: descobrem que paixão não é tudo na vida, sentem falta do dinheiro.

G3: não importa o dinheiro e a paixão, sentem falta mesmo é de um homem .

G4: não entendem por que casaram.

G5: descobrem que ter inteligência não é tudo na vida.


30 aos 35 anos:
Sabe exatamente onde errou e tinge o cabelo de loiro. Vai para academia.

35 aos 40 anos:
Procura ajuda espiritual.

40 aos 45 anos:
Abandona a ajuda espiritual e procura ajuda médica, com analistas e cirurgiões plásticos.

45 aos 50 anos:
Graças aos cirurgiões suas nádegas e barriga voltaram ao normal, seus seios ficaram melhores do que eram e explode uma paixão pelo seu analista.

Após os 50 anos
FINALMENTE SE DESCOBRE, SE ACEITA E COMEÇA A VIVER !!!!
...Mas, aí vêm a osteoporose e o reumatismo e lasca tudo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Em fatos verídicos

Ler biografias nem sempre geram bom resultados. Sou amante da obra de Jane Austen e qualquer pessoa que me conheça sabe disso. Li todos os livros, vi boa parte das adaptações para o cinema e finalmente, em minha última viagem, comprei empolgadíssima duas biografias da autora. Estou na página 176 de 347 da primeira delas e relutando cada vez mais em virar a página. Algo me diz que não lerei a segunda. E por quê? Porque incrivelmente, ou não, a imagem e fantasias que tinha relacionados a Jane, criados e nutridos a revirar de páginas sobre Lizzy e Darcy, não condizem muito com a realidade da vida da autora. E para piorar em dado momento assisti Amor e inocência (Becoming Jane), que se vende como retrato de um momento na vida de Jane e vamos combinar que não condiz com o que tenho lido na última semana. Só para exemplificar, o filme trata de seu avassalador romance com o jovem irlandês Tom Lefroy, que nos meus sonhos foi o Mr Dancy de Jane, e no livro não é nada disso. Sim, a jovem então aspirante a escritora conhece Tom Lefroy em 1795, algo por volta da página 114 e ao todo encontra o rapaz umas três vezes em eventos sociais e nunca mais volta a vê-lo já na página 121. E o encontro na floresta? A fuga para o casamento? O amor infinito e imortal? A filha com outra nomeada a partir de sua amada? Nada disso foi verdade? A passagem de Tom Lefroy na vida de Jane Austen se resume a sete páginas e algumas poucas cartas trocadas com a irmã Cassandra. Somente. Basicamente o livro tem acabado com todo e qualquer sonho romântico dessa que vos escreve, mas ouso dizer que isso tudo vem a calhar e de certa forma cabe bem na minha situação atual. Outro dia estava com duas amigas queridas em um barzinho quando meu celular anunciou a chegada de um torpedo. Dizia algo assim: "Amor, estou morrendo de saudade". Li e apaguei. Minhas amigas, curiossissimas, queriam saber quem era. Era engano, é claro, afinal não tenho ninguém na vida nesse momento que me mandasse um torpedo desse teor. Triste? Admito que sim. Então ler que na verdade Jane Austen não viveu um grande amor, não teve um encontro incrível na floresta e nunca encontrou seu Darcy mas mesmo assim criou um para sua Lizzy, me faz ver que a vida é assim mesmo. E que os roteiristas americanos tem muita (mas muita) imaginação.