
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
borrão
cigarros, nacos de esmalte e tristes lembranças no cinzeiro.
jogou tudo no lixo. mas o lixeiro não levou pra longe a dor.
fica o cheiro, sabe... embrulha o estômago e as idéias.
noites cada vez mais longas, dias cada vez menos coloridos.
ela não sabe onde errou.
não faz idéia qual ônibus perdeu.
e não tem mais saco de fazer pedidos a uma estrela cadente.
já tentou ouvir the cardigans. mas o sorriso não vem.
até o senhorio já reclamou. ameaçou aumentar o aluguel.
as caminhadas madrugada afora estão mais freqüentes.
passos curtos, leves, contados... afastam a tristeza, mas aproximam a incerteza.
e as respostas, prostitutas que são, fogem das esquinas.
apressadas, com suas saias curtas, seus saltos baratos, o batom a retocar.
e ela? ela continua caminhando.
continua perguntando.
continua vivendo.
se vale a pena, ainda não descobriu.
e agradece ao que se acostumou a chamar de deus por isso.
porque quando descobrir que não vale...
bom, deixe-a caminhar mais um pouco.
passos curtos, leves, contados...
talvez pra sempre.
jogou tudo no lixo. mas o lixeiro não levou pra longe a dor.
fica o cheiro, sabe... embrulha o estômago e as idéias.
noites cada vez mais longas, dias cada vez menos coloridos.
ela não sabe onde errou.
não faz idéia qual ônibus perdeu.
e não tem mais saco de fazer pedidos a uma estrela cadente.
já tentou ouvir the cardigans. mas o sorriso não vem.
até o senhorio já reclamou. ameaçou aumentar o aluguel.
as caminhadas madrugada afora estão mais freqüentes.
passos curtos, leves, contados... afastam a tristeza, mas aproximam a incerteza.
e as respostas, prostitutas que são, fogem das esquinas.
apressadas, com suas saias curtas, seus saltos baratos, o batom a retocar.
e ela? ela continua caminhando.
continua perguntando.
continua vivendo.
se vale a pena, ainda não descobriu.
e agradece ao que se acostumou a chamar de deus por isso.
porque quando descobrir que não vale...
bom, deixe-a caminhar mais um pouco.
passos curtos, leves, contados...
talvez pra sempre.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Crime passional ou homicídio qualificado?
Peço perdão por emitir opinião sobre assunto tão delicado. Vejo homens matando mulheres pelo simples motivo do ciúme, a minha vida toda. Em um júri, defesa e acusação terão versões diferentes para a história, história que é sempre a mesma: crime de morte cometido sob a justificativa do amor. Eu também me lembro de ter ouvido a frase quem ama não mata. E não mata mesmo. O tempo da legitima defesa da honra acabou faz tempo, mas de Euclides da Cunha a Marcos Pimenta Neves, os assassinos ficaram impunes e a culpa recaiu sobre os ombros da vitima. Não li as reportagens, não vi a Ana Maria Braga transmitindo o enterro da Eloá, nem por isso desconheço o caso e farei aqui minha previsão: o sujeitinho não vai para a cadeia. De acordo com a lei 11.464/2007 de autoria do ex-ministro Márcio Thomas Bastos, o assassino responde em liberdade provisória pelo homicídio. Réu primário, a moça era uma vagabunda, o pai dela responde processo, a turminha não se reunia para estudar, e sim para bagunçar, e assim por diante. Pode até haver desculpa mais contundente: as moças eram lésbicas. Então, por que a insistência dele em tê-la de volta? Enfim, deve ter um advogado de defesa preparando a cama macia na qual o criminoso vai se deitar. Mulher mata por ciúme? Vocês ouviram ou leram alguma coisa sobre o assunto? Não vale a Dorinha Duval, pois é exceção.
Em geral, o caso é o seguinte, o marido foi embora com outra e deixou-a com um montão de filhos para criar. Ela trabalha para educar a criançada. Tempos depois, o sujeito volta. O dinheiro acabou ou ele está doente no hospital. A boa companheira avisa a ex-familia e desaparece. E pior a mulher vai lá e leva o felizardo para casa. Ah, mulheres...
O Brasil possui mais de 50% de habitantes do sexo feminino. Desse total, quantas têm filhas? Vocês já pensaram que podem viver um drama igual ao da mãe da Eloá? Não está na hora de criar um movimento com slogan: mulheres unidas contra crimes passionais?

Na verdade estou colocando para fora a minha tristeza por ver a vida de uma garota de quinze anos perdida por algo tão fútil. Acredito ser a única sentimental a imaginar como seria a obra completa de um dos maiores pintores brasileiros, Almeida Junior, brutalmente assassinado por ciúme. Como estaria hoje Ângela Diniz? E a jornalista Sandra Gomide? De Doca Street ou de Pimenta eu tenho noticias: livres e soltos por aí. Veja bem, não sou contra o sexo masculino. Nem adepta da necrofilia, viu padre Beto? Tenho um filho, uma nora e uma filha, sem contar os agregados. Sou contra a irracionalidade, a brutalidade de se premeditar a morte de alguém por motivo tão torpe. O desfecho é estudado nos mínimos detalhes, não tenho dúvidas. Só por curiosidade, em linguagem jurídica é crime passional ou homicídio qualificado?
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Para pensar
Everybody's Free (to wear sunscreen)
Mary Schmich - Chicago Tribune
"Ladies and Gentlemen of the class of '97... wear sunscreen.
If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be IT.
The long term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.
I will dispense this advice now.
Enjoy the power and beauty of your youth. Never mind. You will not understand the power and beauty of your youth until they have faded. But trust me, in 20 years you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked.
You are NOT as fat as you imagine.
Don't worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday.
Do one thing every day that scares you.
Sing.
Don't be reckless with other people's hearts, don't put up with people who are reckless with yours.
Floss.
Don't waste your time on jealousy; sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The race is long, and in the end, it's only with yourself.
Remember compliments you receive, forget the insults; if you succeed in doing this, tell me how.
Keep your old love letters, throw away your old bank statements.
Stretch.
Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life. The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don't.
Get plenty of calcium.
Be kind to your knees, you'll miss them when they're gone.
Maybe you'll marry, maybe you won't, maybe you'll have children, maybe you won't, maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary. Whatever you do, don't congratulate yourself too much or berate yourself, either. Your choices are half chance, so are everybody else's. Enjoy your body, use it every way you can. Don't be afraid of it, or what other people think of it, it's the greatest instrument you'll ever own.
Dance. Even if you have nowhere to do it but in your own living room.
Read the directions, even if you don't follow them.
Do NOT read beauty magazines, they will only make you feel ugly.
Get to know your parents, you never know when they'll be gone for good.
Be nice to your siblings; they are your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go, but for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography in lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.
Live in New York City once, but leave before it makes you hard; live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
Accept certain inalienable truths, prices will rise, politicians will philander, you too will get old, and when you do you'll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
Don't expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund, maybe you'll have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out.
Don't mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85.
Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia, dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.
But trust me on the sunscreen."
domingo, 2 de novembro de 2008
De beijos roubados
Nick Hornby diz que as pessoas se apaixonam tanto porque elas adoram estréias. Novidade. Tudo é moda. Deve ser verdade. Não que estar junto há algum tempo não tenha suas delícias mas beijar pela primeira vez alguém que se deseja há algum tempo é sempre uma experiência única. E ma-ra-vi-lho-sa!
É um calor que sobe meio frio na espinha, um bambear de pernas, um arrepio na nuca e o cheiro da pele que chega em uma distância nunca antes atingida, todas as alterações de velocidade que o corpo sofre, a respiração que de repente ganha peso e o gosto, temperatura e textura desse corpo estranho que tem aí seu primeiro contato íntimo. Descobrir ritmo, calor, sabor de outra pessoa é quase como descobrir um continente.
Aí que delícia é beijar alguém que se deseja pela primeira vez. E não estou falando desses beijos tortos que a gente eventualmente lasca em malucos na balada por efeito do álcool ou qualquer outro aditivo, estou falando de beijo que já foi sonhado, imaginado e até milimetricamente dissecado antes, muito antes, de acontecer de fato.
Beijo daqueles que a gente já criou histórinhas antes de dormir imaginando como seria, qual seria o passo que levaria da situação paquera para a ação inicial. Beijos, beijos e mais beijos. Porque geralmente uma vez que o primeiro é lascado segue-se uma sucessão deliciosamente interminável. Já notaram que depois do primeiro beijo a noite se perde em termos de conversa. Assuntos não mais interessam.
Eu já disse que sou péssima de paquera? Sou horrível. Nunca fui boa e acho que há menos que pare a vida para ter aulas com uma versão feminina do Will Smith eu nunca vou melhorar. Não sei jogar. Não gosto de jogo. Sou absolutamente pró sinceridade. E na paquera não existe sinceridade. Só jogo. Então estou sempre em desvantagem.
É uma olhadela de lá, uma pegada no braço de cá. Um se fazer de desinteressada e coisa e tal e tal e coisa que eu sofro.

Nunca tive muita paciência na arte de esperar com cara de blazé a boa vontade alheia. E também sou mestra em não notar quando estou sendo cantada. Demoro dias, meses, anos para notar. Todo mundo já sabe e disse que fulaninho quer algo e eu continuo achando que é amizade. Já dei foras homéricos. E levei tantos outros para balancear.
E já levei cantadas boas. Uma das melhores me fez feliz mas rendeu pouco. Cantada boa nem sempre é garantia de química boa. Química é um negócio engraçado mesmo porque não dá para forçar. Ou acontece ou não. Gente é um negócio engraçado, né?
sábado, 1 de novembro de 2008
Taking Control of my Life
Algumas semanas depois de não escrever, reapareço.
Juro que não foi falta de vontade ou de inspiração. Simplesmente me esqueci na primeira e na segunda, eu realmente não tive condições.
Por algum tempo, sinto que perdi o controle da minha vida. Por mais que eu tenha opinião e decida, sempre acabo dependendo de alguém prá resolver o mais importante... e isso já está me cansando. A próxima semana é o Dead Line. Ou decidimos que sim ou que não. Uma grande mudança está por vir e eu não tive tempo nem de pensar direito sobre o assunto... De ficar feliz ou triste... De conversar a respeito de detalhes com amigos... De planejar o futuro... Tudo vai ser atropelado. Não posso nem marcar uma programação de Natal e Ano Novo, porque não sei ainda onde estarei.
Nas duas últimas semanas estava chegando ao escritório às 5 da manhã. Tudo bem que estava indo dormir às 21h, mas mesmo assim é um pouco deprimente. Imagine colocar o relógio prá despertar as 4. Achei que era o melhor, já que trabalho melhor pela manhã. Tive 5 jantares de negócios em 8 dias. Duas vezes foram em churrascaria. Bem na semana em que decidi fazer dieta. Alguém tem idéia do quão cansativo é ciceronear gringos? Cansa MUITO mais que trabalhar...
Já estou viajando de novo, com dificuldade prá me acostumar com o fuso horário aqui no México, que agora é de 4 horas. Assim que me acostumar, volto pro Brasil...já sei que vai ser assim.
Não fui ao cinema, não terminei meu livro, como bom neurótico comprei o DVD da Marisa Monte que ainda nem saiu na pré-venda do Submarino antes que acabe (como se acabasse...), não fui a nenhum bar, encontrei somente 1 amigo que foi em casa um dia desses prá jogar video game no último mês... 2 amigos, porque também fui levar uma encomenda da Janaína outro dia e acabei indo de bico num evento onde admito que fiquei deslocado.
Apesar de tudo isso, sinto que estou novamente tendo algum controle da minha vida. Imaginem como estava antes. Estou tentando acreditar que é um momento. Espero que seja...
Aproveito prá deixar uma coisa legal que vi na internet agora há pouco... Clipe no Excel. Realmente ainda há espaço prá idéias...
Assinar:
Postagens (Atom)