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Quem nunca brigou com os filhos porque eles não comeram e ainda com cara de pouca vontade derrubaram suco na toalha nova?
A mensagem propõe a devolução de toda a alegria proporcionada pelos “anjinhos” em determinado momento de nossas atribuladas vidas de mulheres modernas e com dupla carga de trabalho. A gente tentando ser profissional eficiente, dona de casa perfeita, mãe presente levando e trazendo filhos de teatros, de museus, da escola etc, etc. E ainda encontrar tempo para ler Piaget e colocar em prática sua teoria furada.
A sugestão é viver uma temporada com cada um dos pimpolhos. Uma boa idéia! As outras são: saltar em cima da cama com sapatos... entupir o vaso sanitário com papel higiênico. O meu filho fazia melhor. Pegava utensílios de cozinha e lavava no vaso sanitário. Sempre pensei que ele tinha vocação para ajudante de cozinha, mas acabou jornalista, professor na PUC e anda palestrando pelo mundo todo. Assunto: como lavar panelas, colheres, garfos, chaleiras em vasos sanitários. Estou brincando, ele fala de Estética Tecnológica, acho que sobre a nova maneira de olhar... não sei se novos modos de ver tudo ou só objetos artísticos.
E falando em arte, outra sugestão é pintar as paredes da casa com lápis de cor! As minhas paredes eram verdadeiras cavernas de Altamira. Diga-se a favor deles que sabiam combinar as cores e as garatujas pareciam os desenhos de Picasso. Mas, o que eu detestava era a mania que eles tinham de cruzar os olhos fingindo-se de vesgos. Preciso aprender isso com urgência. Assim como meus anjinhos, vou deixar tudo espalhado pelo chão, sem me importar com quem tropeçar nos brinquedos, sapatos ou meias.
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Lembro até que o garoto se achava o máximo e vivia amolando a irmã. Um dia ambos participaram de um concurso no Shopping Iguatemi e quem levou o prêmio foi ela. Até hoje a menina reclama, pois o pai machista não deixava que ela guiasse antes dos 18 anos. Será que ela vai tomar minha habilitação quando eu estiver fazendo companhia a ela? Quero um quarto todo rosa, viu? Outra idéia é ficar bem perto da televisão e mudar de canal a cada segundo, exatamente como eles faziam, ou então deixar a geladeira aberta quando pegar algo. Puxa no meu caso tudo confere. Preparem garotos, sua mãe está mudando de mala e cuia para a casa de vocês e fico imaginando se vocês vão achar graça ou me enviar para um hospital psiquiátrico, mas como reza a sabedoria popular: chumbo trocado não dói!
2 comentários:
Também li o texto a que você se refere e também me diverti muito imaginando a situação.
As ilustrações estão ótimas. Grande abraço
impagável, Rosa
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